Crítica - ‘Dog: a aventura de uma vida’: honesta jornada de um cão e seu condutor

Cotação: três estrelas

Foto: divulgação
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Nos Estados Unidos, eles têm um termo para se referir a algo que fez um sucesso inesperado, sobretudo no cinema: ‘sleeper’ (ao pé da letra, ‘dorminhoco’, em inglês). Aqui seria algo como ‘azarão’. É o filme que, sem muito alarde, estreia, fica mais tempo em cartaz do que o esperado e faz sucesso além do previsto. É algo que acontece raramente, hoje em dia.

É o caso deste ‘Dog: a aventura de uma vida’ (‘Dog’), o azarão do ano, e primeira incursão na direção do ator Channing Tatum (junto com Reid Carolin), que tendo custado cerca de US$ 20 milhões, já fez mais de US$60, só nos EUA (e cerca de US$70, no total mundial); e ainda está sendo lançado em vários países, como agora, aqui. O filme ainda está em cartaz e no top 50 EUA, três meses depois de lançado. Tudo assim, sem alarde.

‘Dog’ é sobre a improvável amizade entre dois rangers, um humano, Briggs (Tatum) e um canino, Lulu (uma pastora belga). O que faz com que eles se juntem é a triste tarefa de Briggs de levar Lulu até o enterro de seu dono, que faleceu num acidente (ela serve numa base militar). Assim, eles percorrem a Costa do Pacífico juntos (do Oregon até a fronteira com o México), num velho Ford Bronco, e vão vivendo aventuras e desenvolvendo os laços afetivos entre ambos. É um road movie tranquilo, que nos revela muito de como os cães militares vivem.

Enfim, ‘Dog’ é um filme envolvendo animais que não tem final piegas e nem dramático. É apenas honesto. Daí o sucesso. Tatum está bem melhor neste filme do que no muito mais badalado e caro ‘Cidade Perdida’ (que é bem fraquinho, em comparação com este). Programa familiar.

 

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COTAÇÕES: ***** excelente / **** muito bom / *** bom / ** regular / * ruim / bola preta: péssimo.

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