Crítica - ‘Morbius’: apenas mais uma introdução para um novo personagem do universo Aranha

Cotação: duas estrelas

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Hoje em dia, mais do que nunca, o cinema comercial existe apenas para iniciar sagas, universos e vender coisas. É o caso de ‘Morbius’ (Marvel/Sony), que existe apenas para introduzir mais um personagem dos quadrinhos (faz parte do universo do Homem-Aranha), iniciar série e adentrar o Spiderverse.

No caso, é a história de um brilhante bioquímico, Michael Morbius (Jared Leto, mais uma vez fazendo um tipo esquisito), que tem uma rara doença no sangue. Suas incansáveis pesquisas para a cura o levam a criar uma mistura com sangue de morcego que, ao ser testada nele próprio, o transforma num ser híbrido - meio humano, meio morcego -, com bastante força e sede de sangue. Antes que ele desista de seguir usando a mistura, amigo de infância, Milo (Matt Smith, que já foi o Dr. Who da TV), com problema similar, se apropria do soro e passa a usá-lo para o mal (claro, ou não teríamos filme, nem vilão).

A trama não traz nada de novo. Morbius até lembra um pouco Venom (outro personagem do Spiderverse, que, inclusive, é citado sob forma de piadinha) na sua dualidade. Mas ao contrário dos filmes do Venom, ‘Morbius’ não dá espaço para o humor. Tem um pé mais no lado sombrio. E o roteiro existe apenas para nos levar até as ceninhas finais que conectam o filme com o ‘aranhaverso’, ao mostrar um vilão clássico.

Previsto para ser lançado originalmente em março de 2020, depois janeiro de 21 e janeiro de 22, finalmente, agora vai. Vamos ver se ele se dá bem - como aconteceu com Venom -, ou se será um grande fracasso, como muitos estão prevendo. Como filme de ação, é bem ok. Passatempo corriqueiro.

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