‘Me Tira da Mira’, com Cleo, estreia quinta nos cinemas

Fábio Junior, pai de Cleo na vida real, vive seu pai no filme, no papel de um delegado. E seu irmão, o ator Fiuk, interpreta seu melhor amigo

Foto:  Larissa Marques/divulgação
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O filme, de Hsu Chien, segue Roberta (Cleo), uma investigadora da Polícia Civil que se infiltra como agente secreta na Clínica Bianchini de Realinhamento Energético para investigar, por conta própria, a morte da atriz Antuérpia Fox (Vera Fischer). A suspeita é de que o chá desenvolvido pelos donos da clínica, usado para reequilibrar a energia dos pacientes, pode estar matando pessoas. Durante a investigação, ela contará com o apoio de sua terapeuta Isabela (Bruna Ciocca).

Fábio Junior, pai de Cleo na vida real, vive seu pai no filme, no papel de um delegado. E seu irmão, o ator Fiuk, interpreta seu melhor amigo.

Além do elenco de peso, que conta ainda com Viih Tube, Kaysar Dadour, Cris Vianna, Silvero Pereira e Júlia Rabello, o filme tem uma trilha inédita dirigida por Diego Timbó, que inclui uma das últimas gravações de Elza Soares com a música “Preciso me Encontrar”, sucesso de Cartola.

O diretor, nascido em Taiwan, dirigiu no Brasil em 2017 seu primeiro longa-metragem, “Ninguém entra Ninguém sai”, e em 2019 o musical “Quem vai ficar com Mario?”. “Me Tira da Mira” foi realizado em 2021, durante a pandemia.

 

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Cleo contracenta também com a 'influencer' digital Gkay (Foto: Foto: Uriel Pandini/divulgação)

 

Cleo – que é também produtora executiva do filme – iniciou na trajetória artística com 11 anos, na minissérie “Memorial de Maria Moura”, interpretando a personagem-título jovem, e se destacou no cinema em “Benjamim” (2003), de Monique Gardenberg, vivendo o papel duplo de Ariela e Castana Beatriz. De lá para cá tem desenvolvido uma considerável carreira que já inclui 32 créditos vivendo personagens em minisséries e no cinema.

A atriz conversou com o JORNAL DO BRASIL sobre as motivações para ter feito “Me Tira da Mira, e contou como foi contracenar com o pai e o irmão.

 

JORNAL DO BRASIL - Fale um pouco de “Me Tira da Mira” e sobre como foi trabalhar com Hsu Chien.

CLEO - “Me Tira da Mira” conta a história de uma investigadora da Polícia Civil, a Roberta, que contraria as ordens de seu chefe e mergulha de cabeça na investigação da morte de uma grande atriz. A versão oficial da policia é de suicídio, mas a personagem acaba descobrindo que há muito mais por trás deste caso. O Hsu Chien é um diretor fantástico e contribuiu muito para que o resultado final fosse tão satisfatório. Apesar de o filme ter essa pegada policial, nós não queríamos algo muito pesado, e o Hsu soube misturar a ação, a comédia, o suspense e o romance de uma maneira que fez muito sentido para a história. No fim, esse filme foi feito para divertir toda a família.

 

O que mais te atraiu para interpretar a Roberta? Ela é uma personagem parecida com você, profissional dedicada, quer sempre ser perfeita. Essa afinidade ajudou a desempenhá-la ou você fez alguma preparação especial?

Todo papel sempre requer algum tipo de estudo e preparo. Para interpretar a Roberta, precisei trabalhar muito na preparação para as cenas de luta. Elas são como uma coreografia e exigem bastante atenção e preparo físico, então você tem que se dedicar muito a elas. Mas amei toda essa experiência.



Faço a cobertura do Festival de Berlim e, nesse último, entrevistei o Dario Argento, que lançou lá o “Dark Glasses”. E a Asia, filha dele, trabalha no filme. Daí eu fiz a pergunta como foi trabalhar com a filha e ele disse: no filme nós não somos pai e filha, somos diretor e atriz. Em “Me Tira da Mira”, você contracena com seu pai e seu irmão. É isso mesmo? Deve ter sido diferente, mas como funcionou? Foi mais fácil?

Eu já havia atuado com o meu pai antes e dividir a cena com ele sempre é uma experiência incrível. Além de ser o meu pai, ele também é um artista com muita bagagem e que sempre tem algo a nos ensinar. O meu irmão também é alguém que eu amo incondicionalmente e admiro muito, então é maravilhoso finalmente ter a oportunidade de trabalhar com ele em um projeto como esse. Ter os dois trabalhando ao meu lado com certeza contribuiu muito para que esse filme fosse ainda mais especial para mim.

 

Acompanho você desde o lançamento de “Benjamim” (2003), no Festival de Sundance, seu início da carreira, que rendeu vários prêmios, entre eles, o Grande Prêmio Brasil e o do Festival do Rio. De lá pra cá são inúmeros personagens, nem daria pra citar todos aqui, incluindo esse da Roberta, bem diferente de vários que você já viveu. Tem algum que o coração bateu mais forte, traz mais lembranças, deixou mais sintonias... ?


Cada personagem me marcou de uma maneira diferente e todos eles me deixaram muitas lembranças. É muito difícil escolher algum favorito, porque acredito que não seria quem eu sou hoje se não fosse por cada um deles. Desde o meu primeiro papel até o último, todos ajudaram a me construir como atriz e até mesmo como pessoa.

 



Cleo entre o pai, Fabio Junior, e o irmão, Fiuk, que também integram o elenco
Cleo contracenta também com a 'influencer' digital Gkay


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