Crítica - ‘No Ritmo da Vida’: uma das últimas grandes performances de Cloris Leachman

Cotação: duas estrelas

Foto: divulgação
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Cloris Leachman, atriz americana -- que morreu em janeiro do ano passado, aos 94 anos --, ficou na memória dos cinéfilos em duas atuações marcantes: como a mulher mais velha, que tem um caso com um rapaz, no melancólico ‘A última sessão de cinema’, de Peter Bogdanovich (que lhe deu o Oscar de atriz coadjuvante, em 1972), e como a governanta alemã Frau Blücher, na clássica comédia ‘O jovem Frankenstein’, de Mel Brooks. Mas ela teve uma longa e próspera carreira no cinema. E também na TV (foi Phyllis, a melhor amiga de Mary Tyler Moore).

E pouco antes de morrer ainda deixou alguns filmes em que brilha na tela. Um deles, ‘No ritmo da vida’ (‘Jump, Darling’), está em cartaz no Brasil. Ele é focado no jovem Russell (Thomas Duplessie), que deixa a cidade grande e parte para o campo, onde sua avó doente, Margaret (Leachman), resiste à ideia de viver em um lar de idosos. Enquanto cuida da avó, Russell faz testes para atuar como drag queen. Mas o convívio com a avó o faz saber mais, não apenas sobre ela (foi exímia patinadora no gelo), como sobre ele mesmo.

Embora a produção canadense, dirigida por Phil Connell, não vá muito além da rotina, a química entre a avó e o neto dá certo. Sobretudo pela ótima atuação de Leachman. Vale como um adeus à grande atriz.

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