Estreias da semana nos cinemas

...

Foto: divulgação
Credit...Foto: divulgação

‘King Richard: Criando Campeãs’ - biografia OK

Cotação: duas estrelas

 

Nesta cinebiografia, estrelada por Will Smith, acompanhamos como as supercampeãs do tênis, Serena e Venus Williams, começaram as carreiras: motivadas pelo seu pai, o determinado Richard (Smith), um policial com um lado algo sombrio. Motivado por uma visão clara do futuro de suas filhas, empregando métodos próprios e nada convencionais de treinamento, Richard tem um plano detalhado para levar Venus e Serena Williams, das ruas de Compton (gueto barra pesada de Los Angeles), na Califórnia, para as quadras mundiais. Sem grandes arroubos na direção, o filme de Reinaldo Marcus Green retrata a importância da família e da perseverança. Ainda que mostre isso de forma algo arrastada, em 2h30m.

No elenco, Aunjanue Ellis interpreta a mãe das garotas, Oracene “Brandi” Williams,Saniyaa Sidney faz Venus Williams, e Demi Singleton é Serena Williams. O roteiro foi escrito por Zach Baylin. Serena Williams e Venus Williams, bem como Will Smith e sua esposa, Jada Pinkett Smith, são os produtores executivos. Como ele está sendo exibido nos EUA, simultaneamente com o serviço de streaming HBO Max, teve modesta bilheteria nos cinemas de lá. Mas é um filme mediano, no fim das contas.

 

###

 

‘Clifford; O Gigante Cão Vermelho’: apenas fofo

Cotação: duas estrelas

 

Quando a estudante do ensino médio Emily Elizabeth (Darby Camp) conhece um criador de animais mágico (John Cleese, ex-integrante do Monty Python) que lhe dá um cachorrinho vermelho, ela não imagina acordar e encontrar um cão gigante de três metros em seu pequeno apartamento em Nova York. Por mais absurdo que isso possa parecer, é o que acontece.

Enquanto sua mãe (Sienna Guillory) está viajando a negócios, Emily e seu tio Casey (Jack Whitehall) vão criar grandes confusões pelas ruas de Nova York com a chegada do novo membro da família. O filme é baseado na série de livros infantis “Clifford the Big Red Dog”, de Norman Bridwell, que depois virou série de tirinhas em quadrinhos publicadas até hoje. Alguns vão se lembrar de um filme que fez bastante sucesso aqui, nos cinemas e na sessão da tarde, ‘Digby, o maior cão do mundo’.

 

###

 

‘Missão Resgate’: filme de ação rotineiro

Cotação: duas estrelas

 

Depois de sucessos como os da série ‘Busca Implacável’, Liam Neeson volta às telas em mais um filme de ação: ‘Missão Resgate’ (‘The Ice Road’). Escrito e dirigido por Jonathan Hensleigh, o filme traz a história de um experiente motorista de caminhão recrutado para uma missão impossível: atravessar uma perigosa estrada de gelo no norte do Canadá. O longa teve cenas realmente feitas na chamada Ice Road, uma das estradas mais perigosas do mundo. Mas a maioria das cenas é CGI, claro.

A trama: após o desmoronamento de uma mina de diamantes, Mike McCann (Neeson), um experiente motorista de caminhão, é recrutado por Jim Goldenrod (Laurence Fishburne, em rápida aparição) para liderar uma missão de resgate. Ele e sua equipe têm apenas 30 horas para transportar uma enorme carga sobre rios congelados e tentar salvar a vida dos mineradores soterrados. Enfrentando o relógio, baixas temperaturas e grandes tempestades, os caminhoneiros descobrirão que a maior ameaça é uma pela qual eles não esperavam.

Este filme é um pouco menos empolgante do que os dois anteriores recentes do maduro astro de ação Neeson, mas tem lá seus bons momentos. Lançado pela Netflix, nos EUA (que pagou US$ 18 milhões por ele), teve distribuição e carreira nos cinemas em diferentes países. Como acontece agora no Brasil.

 

###

 

‘Um Bando de Vigaristas em Hollywood’: elenco com grandes astros é o maior atrativo desta comédia

Cotação: duas estrelas

 

Refilmagem de obscura comédia dos anos 80, ‘The comeback trail’ (1982), este ‘Um bando de vigaristas em Hollywood’ é mais um daqueles filmes em que astros famosos, sem nada para fazer e boletos a pagar (será?), se envolvem só para sair da inércia. Nesta barca estão os veneráveis e premiados Robert DeNiro, Morgan Freeman e Tommy Lee Jones. DeNiro faz um produtor judeu de filmes B, que, endividado com a máfia negra (cujo chefe é feito por Freeman), precisa de um plano de emergência. No caso, recruta um velho astro do cinema, Duke Montana (Lee Jones), com o intento de fazê-lo morrer acidentado no meio de um filme, e com o dinheiro do seguro pagar a dívida.

Só que nada disso acontece. Ou não teríamos filme. O veterano ator de faroestes (Duke, não por acaso, era o apelido do cowboy John Wayne) não apenas se mostra muito bem em frente às câmeras (largando o vício em álcool e sentindo-se revitalizado), como escapa de todos o stunts perigosos que poderiam matá-lo. Enquanto isso, Max (DeNiro) vai criando situações cada vez mais perigosas no filme, para ver se consegue seu intento. Acaba que, no fim, o filme torna-se um grande (e inesperado) sucesso.

A ideia de transformar um espetáculo em fracasso foi feita de forma muito melhor em ‘Primavera para Hitler’ (‘The Producers’), de Mel Brooks, quando o fracasso de um musical seria o fim da falência de dois produtores picaretas da Broadway. Aqui a ideia não rende tão bem. Mas é sempre curioso ver atores do porte do trio principal se metendo nestas ‘roubadas’. Afinal, como diz Silvio Santos: é um ‘topa tudo por dinheiro’. E trabalho.

_______

COTAÇÕES: ***** excelente / **** muito bom / *** bom / ** regular / * ruim / bola preta: péssimo.

 

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais