Crítica - ‘Venom – Tempo de Carnificina’: divertido e barulhento como heavy metal

Cotação: três estrelas

Foto: divulgação
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Nos anos 80, quando filmes baseados em quadrinhos ainda não estavam na moda, a Columbia Pictures (atual Sony) comprou da Marvel Comics os direitos de Homem-Aranha, e usou o personagem numa série de filmes toscos para a TV (um deles passou até nos cinemas daqui). Décadas depois, com filmes de super-heróis faturando os tubos, e a Marvel (agora da Disney) sendo uma das principais fontes, a Sony resolveu usar sua propriedade, resgatando um personagem que faz parte do ‘aranhaverso’, o alien simbionte Venom.

Há três anos, saiu o primeiro filme do Venom (cujo um dos criadores é Todd McFarlane, que, no futuro, criaria a sua própria editora e seu próprio personagem, o Spawn, que teve filme próprio nos 90s). Nem todo mundo gostou. Mas era uma divertida ‘trashera’. Nele o ator de filmes de ação Tom Hardy (de vilão do Batman à nova versão de Mad Max) vivia o fracassado jornalista Eddie Brock, cujo corpo é invadido pelo alien simbionte, que passa a conviver com ele numa espécie de Jeckyll & Hyde absurdo (e engraçado). Funcionou (o filme deu um lucro imenso) e resultou nesta esperada sequência (adiada pela pandemia, seria lançado em meados de 2020), ‘Venom – Tempo de Carnificina’ (‘Venom: let there be Carnage’), no qual outro simbionte, o Carnage, aparece para complicar ainda mais a vida (pessoal e profissional) de Eddie.

Além de ser uma continuação direta do anterior (passa-se meses depois), este ‘Venom 2’ é ainda mais divertido e barulhento (e em clima de heavy metal) do que o primeiro. E reúne quatro bons atores que já foram indicados ao Oscar: além de Tom Hardy, temos Woody Harrelson, Naomie Harris e Michelle Williams (repetindo o papel de ex-namorada da Eddie). E o diretor é Andy Serkis, a pessoa que deu vida ao personagem Gollum, da saga ‘Senhor dos Anéis’.

Desta vez, Eddie, após cair em desgraça no filme anterior, tenta um furo jornalístico com o serial killer Kletus (Harrelson), que, prestes a ser executado, revela um segredo para Eddie - que assim acaba resolvendo um crime há muito esquecido pela polícia de San Francisco. E no processo acaba infectando Kletus sem querer (o sangue de seu hospedeiro Venom vai parar no corpo de Kletus, dando origem ao Carnificina). Daí em diante, temos enxutos 90 minutos de filme que, além do humor bizarro do anterior, tem uma ótima produção visual e desenho de som.

Em resumo, ‘Venom 2’ (que é a maior estreia nos EUA, desde a pandemia) não pretende ser mais do que é: apenas diversão descerebrada, como era o gibi do qual se derivou. Fugindo do tom solene dos filmes da DC, e longe do clima família dos filmes Disney/Marvel. Além de inaugurar o SSMU (Sony´s Spider-Man Universe), como entrega a ceninha pós-créditos.

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