Crítica - ‘Um lugar silencioso: Parte II’, uma sequência bem mais ruidosa

Cotação: três estrelas

Foto: divulgação
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Um dos filmes mais esperados do ano, “Um Lugar Silencioso: parte II”, finalmente, vai estrear aqui, esta semana (mais de um ano depois da data original, que seria abril de 2020). E já está com pré-estreias pagas desde o último fim de semana. A Paramount Pictures, acertadamente, segurou mais um pouco a data de estreia no Brasil, para não ‘brigar’ com o novo filme da série “Velozes & Furiosos”.
Nesta sequência, Evelyn (Emily Blunt), agora, é uma mãe sozinha com um bebê recém-nascido, que precisa se deslocar com os filhos para um lugar seguro. Quem viu o primeiro sabe o que aconteceu com seu marido (na vida real e na tela), o também diretor deste, John Krasinski. A história, apesar de ser angustiante e repleta de terror e tensão, está mais ‘povoada’ (no filme anterior, fora os monstros, eram apenas cinco pessoas em cena). Evelyn descobre que há outras pessoas lá fora. Nem todas boas.

Lee (John Krasinski, que aparece apenas em flashbacks) serve, logo no início, para nos mostrar como surgiu o apocalipse. Por isso, o filme abre com o letreiro ‘Dia 1’, quando tudo ainda estava calmo na cidadezinha da Costa Leste americana, até que a vida de todos lá (e na Terra) mudou com a chegada de seres alienígenas que, cegos, se guiam pelo som.

A sequência é boa em sustos, mas já não traz o fator surpresa do primeiro. O casal Krasinski (roteirista) e Blunt (produtora) disse à imprensa que não pensou em fazer a continuação. Mas, um bom roteiro -- e a grana que o primeiro filme fez, é claro -- o fez mudar de ideia. Até porque, este é um dos maiores sucessos da Paramount em muito tempo.

O grande destaque deste é a menina surda-muda, Regan (Millicent Simmonds, deficiente na vida real), que carrega o filme e tem atuação bastante eficiente. E há também uma nova área, não explorada no primeiro, onde os monstros não conseguem chegar, habitada por pessoas que conseguiram escapar: uma ilha. E ainda um ator de renome (Cillian Murphy) com um papel importante, o sombrio Emmett, que surge para ajudar a mãe solitária e seus filhos. É claro que teremos mais um, para fechar a trilogia. A única coisa que não assusta Hollywood são os dólares.

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COTAÇÕES: ***** excelente / **** muito bom / *** bom / ** regular / * ruim / bola preta: péssimo.