Crítica - ‘Espiral: o Legado de Jogos Mortais’

Cotação: duas estrelas

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Quase toda semana/mês, alguma série ou saga de sucesso ganha um remake/reboot para atualizar e pegar as novas gerações. O exemplo da semana é “Espiral: o Legado de Jogos Mortais” (“Spiral: From the Book of Saw”), que vem para reativar a série de filmes “Jogos Mortais” (“Saw”). O primeiro – e ultraviolento – exemplar, em 2004, inspirou meia-dúzia de sequências, com resultados sempre escabrosos. Mas nem sempre inspirados.

A grande diferença deste para os que vieram antes é que, desta vez, o personagem Jigsaw (Tobin Bell, que, supostamente, morreu no capítulo final da série) não está presente. Dono de uma mente brilhante para criar armadilhas mortais (há sempre um motivo para seus crimes), agora, ele foi substituído por um, digamos, fã, que usa dos mesmos recursos (mensagens cifradas, o conhecido boneco e engenhosos quebra-cabeças), cuja vingança está focada num distrito policial. Assim como o Jigsaw original, as armadilhas de seu seguidor não ficam nada a dever em engenhosidade.

Contudo, a maior surpresa está no elenco: o notório comediante americano Chris Rock (revelado no programa de TV “Saturday Night Live” e recorrente em comédias do Adam Sandler) é fã confesso da série. Então, não só convenceu a Lionsgate - dona dos direitos de “Saw” - a produzir este novo capítulo, como foi o produtor executivo e ator principal. E no papel do detetive Zeke Banks, Rock não dá chance para piadinhas gratuitas. Se esforça ao máximo na dramaticidade. Outro nome de peso no elenco é Samuel L. Jackson, que faz Marcus, um policial aposentado e pai de Zeke.

Mas, apesar dos esforços (capricharam bastante nas armadilhas mortais, cada uma mais violenta do que a outra, o que quase fez o filme ganhar classificação X), e do diretor Darren Lynn Bousman já ter pilotado outros filmes da série, um bom observador logo matará a charada sobre quem é o novo Jigsaw. Está muito na cara. No entanto, isso não tira o impacto de cada cena, no que foi batizado, à época do primeiro, de ‘torture porn’ (pornô de tortura). Porque o que importa para a plateia é ver as cenas que valham o ingresso. E nisso “Espiral” é de fazer virar os olhos.

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COTAÇÕES: ***** excelente / **** muito bom / *** bom / ** regular / * ruim / bola preta: péssimo.