Crítica - ‘Invocação do Mal 3: a Ordem do Demônio’. Love story em meio a demônios e exorcismos

Cotação: 4 estrelas

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Atualmente, há uma corrida/febre para a criação de universos, séries, sequências, origens, tudo o que possa fazer um filme ou tema render o máximo. Nem todos se dão bem. É preciso comprometimento. O que os produtores da série ‘The Conjuring’ (‘Invocação do Mal’), James Wan e Peter Safran, conseguiram. O terceiro filme do veio principal da série ‘Invocação do Mal 3: a Ordem do Demônio’ (‘Conjuring: the devil made me do it’) é uma satisfatória combinação de fatos com filmes de exorcismos e demônios tradicionais, com um toque de love story bacana entremeando tudo.

O universo ‘Conjuring’ é composto de sete filmes, até agora: os três ‘Invocação do Mal’, os três ‘Anabelle’ e o único d´‘A Freira’. O que une todos são os fatos e artefatos diabólicos colecionados pelo casal Ed e Lorraine Warren (que existiram na vida real, bem como seu museu de objetos malignos, na Flórida).

Unindo realidade e ficção, os produtores pinçaram casos resolvidos pelo casal e jogaram na tela, criando essa série fascinante. Nos filmes, tudo ganha ainda mais peso, por conta dos atores que fazem o casal, Patrick Wilson (Ed) e Vera Farmiga (Lorraine), que têm uma química perfeita. E nos fazem acreditar neles e nos casos narrados. Sem contar na ‘paixonite’ de ambos, que se conheceram adolescentes e estão juntos há cerca de 30 anos. Neste filme, o fator romântico vai ser de grande importância para se vencer o mal.

Desta vez, o caso enfocado aconteceu em 1981, envolvendo um assassinato cometido por um jovem, Arne Cheyenne Johnson, cujos advogados alegaram que ele estava ‘possuído pelo demônio’. Foi a primeira vez que um caso como este foi levado à Corte dos Estados Unidos. E tanto na realidade quanto na ficção, o casal Warren estava lá para ajudar a lei a entender o que se passou. E ponderar que é preciso lidar com a existência do Diabo. Sinistro.

Por isso, este é o primeiro filme em que o casal paranormal não lida com uma casa assombrada, mas com um caso de assassinato de fato, tirando-os de sua, digamos, ‘zona de conforto’ (se é que há conforto em lidar com demônios caseiros). Isso dá toda uma nova dinâmica ao filme, que mistura investigação policial com exorcismo. A primeira parte da trama é baseada nos fatos reais. Já sua conclusão, quando o casal enfrenta o ‘demônio’, é coisa da ficção.

Assim, entre sustos e cenas escabrosas (muito bem construídas), costura-se a forte ligação amorosa que há entre os Warren, e também com a namorada do jovem acusado do crime, Debbie. É isso o que, no fim, além de água benta, crucifixos e padres declamando em latim, realmente espantará o tinhoso. Qual foi o veredito? Só vendo o filme. Enquanto isso, a gente torce para que, um dia, quem sabe, o casal Warren ganhe a sua própria série, também, num serviço de streaming. No caso, no HBO Max, que faz parte da Warnermedia, dona do filme em questão.

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COTAÇÕES: ***** excelente /  **** muito bom / *** bom / ** regular / * ruim / bola preta: péssimo.