Crítica - ‘Mortal Kombat’: melhor jogar o game

Cotação: uma estrela

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Um grande problema atual que acomete as produções para a TV e cinema é criar séries que sejam rentáveis e permitam continuações (as chamadas ‘franquias’, termo horrendo). Dessa forma, a maioria dos filmes que seguem uma linha mais pop não passam de grandes introduções para o que está por vir (ou não).

Um caso recente foi ‘Monster Hunter’ (baseado em série de videogames), que até começa bem. Mas conclui atabalhoadamente, querendo, de toda forma, abrir a janela para uma série. O exemplo atual é este ‘Mortal Kombat’, que, junto com ‘Godzilla vs. Kong’, é um dos filmes de maior bilheteria dos cinemas americanos, desde a reabertura das salas.

O novo ‘Mortal Kombat’ é remake de um satisfatório filme de ação, também baseado numa série de videogames, cujo original, de 1995, foi dirigido por Paul W.S. Anderson, o mesmo de ‘Monster Hunter’. Só que aquele entregava tudo o que os fãs dos games queriam: personagens bem caracterizados e eletrizantes cenas de lutas, que culminam num torneio que poderia decidir o destino de nosso mundo. Além de ter uma trilha sonora techno sensacional.

Esta nova versão traz como diferencial mostrar as cenas ultraviolentas - como temos nos games, mas não tivemos no filme dos anos 90, que era para adolescentes. Agora, com censura maior, o filme traz todo o sangue que faltou no original. Mas nada além disso. Como é um veículo de introdução para uma série, não há realmente o grande torneio final, o ‘mortal kombat’ de fato. Apenas um prólogo para o que virá. É um tremendo banho de água fria.

Esta é a grande falha do filme, que traz quase todos os personagens do original (Sonya Blade, Kano, Sub-Zero, Jax, Scorpion, Raiden, Kung Lao etc) e introduz um novo, Cole, que é um lutador de MMA. É até interessante vermos como Kano (Josh Lawson) ganhou sua característica cicatriz, por exemplo. E Sonya Blade (Jessica MacNamee) é bem mais imponente e forte do que a do filme dos 90s. Mas, só isso, não é o bastante para empolgar. No fim das contas, só resta ao fã de MK jogar o game, que nunca decepcionou.