[Crítica] ‘Godzilla vs. Kong’: muito barulho por nada

Cotação: duas estrelas

Divulgação
Credit...Divulgação

Quarto capítulo do chamado ‘monsterverse’ (série de filmes que começou com o ‘Godzilla’, de 2014), este ‘Godzilla vs. Kong’ traz o embate entre dois dos mais famosos monstros do cinema: o lagarto japonês, em cena desde os anos 1950, e o macaco gigante, que estreou nas telas nos anos 1930. É a segunda vez que isso acontece, desde ‘King Kong vs. Godzilla’ (1963)

Neste novo universo de filmes (hoje em dia, quase tudo é feito para criar séries), se explicam as origens dos monstros, que são monitorados por um grupo da organização Monarch. Em ordem cronológica, tudo começa em ‘Kong: a Ilha da Caveira’ (2017), que se passa em 1973, e depois segue com ‘Godzilla’ (2014), ‘Godzilla: Rei dos Monstros’ (2019) e este ‘Godzilla vs. Kong’, que, na linha do tempo, se passa cinco anos após o anterior. E repete parte do elenco principal.

Mas não há muito para ver na tela, além de atores contracenando com o nada, e monstros feitos em CGI, destruindo tudo. Além do mais, o título é meio enganoso. Já que, na verdade, Godzilla e King Kong acabam unindo forças para derrotar Mecha Godzilla, um monstro-robô com poderes incríveis. Às vezes dá saudades dos velhos filmes de monstros japoneses, com atores vestidos em trajes de borracha. Foi a maior bilheteria nos EUA, desde o começo da pandemia.