- CRÍTICA - ‘Monster Hunter’: planejado para virar uma série, parece que não deu certo

Cotação: duas estrelas

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O novo filme de ação de Mila Jovovich (uma musa dos filmes baseados em videogames), 'Monster Hunter' (assim mesmo, não haverá tradução para o português), estreia no Brasil neste 25 de fevereiro, após sucesso modesto no exterior. Foi médio nos EUA e mal na China (onde fracassou, por conta de um comentário tido como pejorativo feito aos chineses por um dos personagens). E hoje em dia, quando um filme falha nos EUA, se recupera na China.

Este é mais um derivado de videogame homônimo (em japonês, 'Monsutâ Hantâ'), lançado pela Capcom, em 2002, para o PlayStation. Com este, Mila, que estrelou a série 'Resident Evil' (que também veio de jogo da Capcom, para PlayStation), está em seu sétimo filme adaptado de um videogame. E este também é dirigido por seu ex-marido, Paul W. S. Anderson, que comandou os filmes da série 'ResEvil' e fez o primeiro ‘Mortal Kombat’. Aqui, além de dirigir, PWSA também fez o roteiro. Que é um bocado confuso. Apesar de começar bem, vai se perdendo pelo caminho.

À beira de completar 50 anos, a ex-modelo ucraniana Mila ainda corre e pula com vontade em eletrizantes cenas de ação (a maioria, à base de CGI, efeitos especiais e animação computadorizados). Por isso o filme é mais um no qual a técnica é maior do que a atuação dos personagens, com monstros muito bem feitos por CGI, numa trama que envolve o nosso mundo e um mundo paralelo povoado por criaturas gigantes. No elenco, na base do piscou perdeu, está a brasileira Nanda Costa.

'Monster Hunter' foi visivelmente pensado para virar série. Daí o seu desfecho atabalhoado (sem juntar todas as pontas e trazendo muita informação e personagens na reta final) e meio forçado. Contudo, por conta da pandemia, parece que ele não vai conseguir se pagar internacionalmente, para que role sequência.