Boas-vindas

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Unir o jornalismo crítico, a crônica, a arte e a filosofia, nos possibilita elucidações. Não necessariamente proposições filosóficas, mas proposições claras que nos mostram aspectos nada familiares nas coisas que nos são cotidianas. Bertrand Russell diz que, ao filosofar, descobrimos que mesmo as coisas mais cotidianas nos trazem problemas para os quais temos respostas incompletas. Num momento onde a sociedade levanta diversas bandeiras políticas e sociais onde a maioria defende a diferença, refletir de forma leve acerca de questões inerentes aos seres humanos se torna pertinente. Temos experiências individuais, mas somos semelhantes nas dores e nos amores.

Vejo a vida como uma crônica, é verdade. Ela é repleta de lirismo, simplicidade, romantismo, poesia e melancolia. É intrínseca à arte, que se torna o caminho para a plenitude do ser humano. Estão em processo o tempo todo, numa constante metamorfose. A pandemia nos trouxe reflexões e renovações. Mudamos, mutamos. A arte também, que estava um pouco esquecida por alguns e tornou-se a maior companheira no dia a dia, aliviando a dor e a solidão. A arte questiona o mundo, assim como a filosofia questiona a arte.

Viver também é filosofar, e filosofar é estar a caminho. A etimologia da palavra grega philosophia significa amor à sabedoria. Mas que sabedoria é essa? A busca pela sabedoria, como dependente do exercício puro da razão. Uma espécie de terapia conceitual, onde questões tornam-se mais essenciais do que respostas, e cada resposta torna-se uma nova questão.

Como bom observador do cotidiano, e amante da vida, da arte e da filosofia, começo aqui uma nova jornada. O pensamento se auto explica com a clareza da sua simplicidade, e num momento onde torna-se cada vez mais primordial, embora às vezes raro, poder compartilhar experiências e levantar questionamentos é um presente. O Jornal do Brasil é um mundo de histórias e referências, e vou honrar este espaço. Boas-vindas para mim.