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Show/Crítica - ‘Histórias do Porchat’: uma viagem hilariante

Cotação: três estrelas

Por TOM LEÃO

Publicado em 07/08/2024 às 13:05

Alterado em 07/08/2024 às 20:54

Em 'Histórias do Porchat', o comediante nos conta de suas peripécias pelo mundo em cerca de uma hora de muito bom humor Foto: divulgação

O espetáculo de humor stand-up ‘Histórias do Porchat’, com Fabio Porchat, teve sua temporada estendida no Rio de Janeiro, e agora vai até o dia 25 de agosto, no Teatro Multiplan (Barra), aos sábados (21h30) e domingos (19h30). O comediante traz, pelo terceiro ano consecutivo, um repertório de lembranças baseadas em suas viagens pelo mundo, em cerca de uma hora de show, e mais 20 minutos de um extended no qual ele conversa com a plateia e mostra fotos das viagens.

Já tendo ultrapassado os 250 mil espectadores (a peça estreou em 2022, e já foi apresentada em 22 cidades do Brasil e 6 países), as funções continuam lotadas e, às vezes, fazendo as pessoas passarem mal de tanto rir. Afinal, o comediante tem um ótimo timing, é ágil em suas sacadas (determinadas brincadeiras dependem de certas respostas da plateia, sobretudo no começo), e não deixa espaço para o tédio ou ‘barrigas’. É enxuto.

Ao longo de suas inúmeras viagens, Porchat acumulou experiências diversas: desde encontros com gorilas em safáris africanos, mergulhos em gaiolas para encontrar tubarões na Austrália, até situações hilárias. Como uma massagem quase no limite do erótico, na Índia, até uma incontornável dor de barriga no Nepal, à bordo de um pequeno avião que sobrevoaria os Himalaias. Essas vivências (algumas ficam no limite do escatológico) se transformam em combustível para as apresentações, fatos que ele também explora em seu programa na TV paga e streaming, o ‘Que história é essa, Porchat?’.

O espetáculo já passou por várias cidades do Brasil, incluindo as principais capitais (no interior de SP, em São José do Rio Preto, aconteceu algo inusitado que ele conta no show), de norte a sul do país, além das que ocorreram em outros países, como Angola, Espanha, França, Irlanda, Portugal e Suíça, afora uma hilariante situação vivida por ele e uma de suas ex-esposas, em Amsterdam (envolvendo um bolo de maconha).

O que Fabio Porchat nos dá é uma fuga divertida do dia a dia. A hora passa sem que a gente perceba. E o conteúdo do roteiro, se não é exatamente para toda a família (a censura é 14 anos), não vai chocar ninguém ou suscitar polemicas. 

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COTAÇÕES: ***** excelente / **** muito bom / *** bom / ** regular / * ruim / bola preta: péssimo.

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