Festival ‘Assim Vivemos’ segue com sessões presenciais até segunda, no CCBB Rio

A programação continua on-line no site do festival até dia 11

Foto: divulgação
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As sessões presenciais da 10ªedição carioca do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência terminam na próxima segunda-feira (4). Com entrada gratuita, o público pode conferir a programação com 29 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens no CCBB Rio. As produções, exibidas entre sexta e segunda-feira, estão divididas em três sessões: 14h,16h e 18h. Filmes de arte, dança, esportes, música, sobre educação inclusiva, síndrome de down, deficiência mental, visual, auditiva e motora, compõem o catálogo da mostra, que seguirá na versão online até 11 de outubro. O evento é uma realização é do Centro Cultural do Banco do Brasil, com patrocínio do Banco do Brasil através da Lei de Incentivo à Cultura, e produção da Cinema Falado Produções.

Nesse sábado (2), e a partir das 14h, o público poderá conferir quatro curtas-metragens, sendo o primeiro “Prezado Doutor”, cujo principal objetivo é influenciar a comunidade médica para garantir que todos os pais recebam o diagnóstico de síndrome de Down de seus filhos com compaixão, informações atualizadas, suporte adequado e esperança. Em seguida, destaque para “O tabuleiro de Dania”, que exibe uma ótima jogadora de damas, até se deparar com alguns truques especiais de teatro. Depois, o argentino “A primeira lei”, um relato da intimidade do vínculo entre duas irmãs. Em seguida, o espanhol “O aniversário de Estela”, acompanha a surpresa que a mãe prepara para os filhos, em virtude do aniversário de Estela, a protagonista da produção. “Fale Conosco”, o documentário brasileiro sobre a comunicação de pessoas com deficiência encerra o horário. Depois, às 16h, exibição de “13 Kilômetros”, filme que acompanha um homem cego que caminha sozinho da sua casa até a aldeia, enfrentando o rigor do inverno na zona rural do Cazaquistão. E, a partir das 18h, mais outros quatro filmes para encerrar a programação do dia: “As belas cores de Jeremy Sicile-Kira”, que usa a pintura para transcender a deficiência e comunicar os sonhos do protagonista a outras pessoas. O israelense “Nino” que mostra como o portador de poliomielite escolheu a liberdade de se mover e tocar a beleza que vê na humanidade através das lentes de sua câmera. “Volta”, a inusitada jornada pelo universo da deficiência, da autoria e da representação é o penúltimo filme da sessão, que será finalizada com o iraniano “Arghavan”, que acompanha momentos da vida de uma musicista e cantora com deficiência visual.

Já no domingo (3), às 14h, serão exibidos os curtas “Quatro sentidos”, que acompanha a seleção de futebol de cegos da Costa Rica em uma partida contra um time de rapazes sem deficiência, enquanto conversam sobre suas vidas e como descobriram o esporte. O russo “B1” narra um pouco da trajetória de Sergey, que perdeu a visão aos seis anos, quando foi pisoteado por um cavalo e é hoje é jogador de futebol. “Imbatível Bunina”, que retrata a atleta que já foi 13 vezes campeã de Queda de Braço, competindo como atleta com distúrbios musculoesqueléticos - e que é tida como a mulher mais forte do planeta - finaliza a primeira sessão do dia. A partir das 16h, o público terá a oportunidade de conferir mais três filmes, sendo o primeiro “Sempre positivo”, que mostra como o ex-presidente do Comitê Paraolímpico Internacional guiou a maior organização de esportes adaptados do mundo ao se tornar um líder global para a mudança social. Na sequência, “Incapazes?”, documentário russo sobre pessoas declaradas incapacitadas pelo Estado, por assistentes sociais e por parentes mais próximos. Mas essas pessoas ditas "incapacitadas" não se consideram como tal e demonstram que não o são através de suas ações. Também russo, “Deus ama Porkhov” retrata o trabalho da instituição de caridade Rostok, que ajuda órfãos com deficiência intelectual a ganhar liberdade e ter uma família. A partir das 18h, exibições de mais três filmes, sendo todos brasileiros. “Seremos ouvidas”, que compartilha as lutas e trajetórias de três mulheres dento do movimento feminista surdo. Em seguida, “Silenciadas: em busca de uma voz”, com intuito principal de “dar voz” às mulheres com deficiência. E “Uma parte de mim”, com relatos de pessoas com diferentes deficiências (incluindo a diretora), que refletem sobre vida e sexualidade encerra as sessões.

 

Macaque in the trees
'Movimento', produção brasileira, aborda a surdez e será exibido segunda, às 14h (Foto: divulgação)

 

Na segunda (4), será a última oportunidade. Às 14h, exibição de dois filmes: “Movimento”, um documentário brasileiro com a história de Adilson – um homem surdo, nascido no interior do estado de São Paulo, que teve contato com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante a infância e, após concluir seus estudos, tornou-se professor dessa língua. Em seguida, a apresentação de “Com S Maiúsculo”, produção italiana que mostra as dificuldades que os surdos enfrentam diariamente, problemas de comunicação e dificuldades no acesso à informação, à cultura, à educação e à formação ao longo dos tempos. A partir das 16h, “Eu sou Irina” e “Mulheres surdas me contaram” são os destaques do segundo horário do dia. A primeira exibição trata-se de um curta-metragem sobre uma mulher que perdeu a visão e a audição em um acidente. Passou momentos difíceis, mas encontrou no teatro uma segunda chance. O segundo filme é realizado pela cineasta Marie-Andree Boivin, surda desde os três anos de idade e defensora dos direitos dos surdos e das pessoas com deficiências auditivas. Além de sua trajetória, a diretora retrata histórias de surdez contadas por mulheres surdas, a partir de suas percepções e memórias. Tudo diretamente vindo da experiência surda e não de pesquisas produzidas por ouvintes.

“Não me esqueci de você” será exibido às 18h e trata-se de um documentário brasileiro sobre educação inclusiva, que ouve diferentes vozes do processo educacional - pais de alunos, professores da rede pública e especialistas na área - e busca sensibilizar sobre a responsabilidade social e política da inclusão de alunos. A produção vai fechar as exibições presenciais do festival. O filme dará origem ao segundo debate do festival, com o tema “Educação para todos”, e será realizado a partir das 19h30, de maneira online, pelo site www.assimvivemos.com.br O bate papo será mediado pela idealizadora do festival, Lara Pozzobon e contará com as presenças do diretor do filme e produtor de TV, especializado em programas culturais, educativos e de divulgação científica, Rene Lopez e da jornalista, especialista em Linguagem Simples e mestre em Estudos sobre Deficiência, Patrícia Almeida.

Importante ressaltar que o Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência, seguirá no formato on-line até 11 de outubro e também promoverá outros dois debates virtuais, sempre após as sessões motivadas pelos temas a serem discutidos. Ao longo do tempo, os debates do festival se consolidaram como um espaço importante de diálogo e reflexão acerca dos temas relativos às pessoas com deficiência e, consequentemente, a toda a sociedade. Os encontros da 10ª edição contam com a presença de profissionais ativos nas suas áreas de atuação, sempre com prioridade para a participação de pessoas com deficiência. No site www.assimvivemos.com.br é possível conferir a programação completa e acompanhar os encontros.

Todos os filmes contam com recursos de acessibilidade como a audiodescrição e as legendas LSE (para surdos e ensurdecidos), além interpretação em LIBRAS. Os debates ao vivo têm interpretação em LIBRAS e serão disponibilizados gratuitamente através do site, assim como o catálogo digital do festival com informações, sinopses dos filmes e programação completa.

Serão oferecidos cinco prêmios do júri e um do público, destinado ao filme escolhido nas três cidades. Os membros do júri são pessoas com deficiência, artistas e profissionais e, em cada edição, o júri cria novas categorias de prêmios, a fim de destacar as qualidades específicas dos filmes premiados. O troféu foi criado pela artista cega Virginia Vendramini. A direção geral do Assim Vivemos - Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência é de Graciela Pozzobon.

Para conferir a programação completa do Assim Vivemos 2021, acesse o site



Cena de 'Quatro Sentidos', que será exibido domingo às 14h
'Movimento', produção brasileira, aborda a surdez e será exibido segunda, às 14h


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