Grupo Afrolaje promove roda cultural gratuita de Jongo e pede doações para ação com moradores de rua da Zona Norte

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"Salve o Jongo! Salve a cultura popular preta! Salve as mais velhas! Salve os mais velhos"! É assim que o Grupo Afrolaje apresenta sua roda virtual de Jongo, dança afro-brasileira criada por africanos na diáspora, que acontece no dia 30 de maio, a partir das 18h, via Instagram. O projeto também envolve doações de comida, roupas e utensílios para moradores de rua da Zona Norte.

“Este trabalho contribui para a valorização da autoestima das crianças, jovens e adultos, desmistificando a visão sobre o corpo afronegro e das culturas de matriz africana”, afirma a coreógrafa e atriz Flavia Souza que, junto com o professor Ivan Karu, coordena o Grupo Afrolaje. Com o auxílio de pesquisas de campo, encontros e debates com mestres das culturas populares de matriz afro, o grupo desenvolve o movimento, a sororidade e traz ferramentas históricas para seus integrantes e consequentemente para a sociedade.

Aberto a todos os públicos, o objetivo do projeto é resgatar, preservar e difundir a diversidade através da dança, música, percussão, apresentações e divulgação junto às escolas e espaços públicos e privados. Com a pandemia, o Grupo Afrolaje se adaptou e segue realizando, em suas redes sociais, rodas virtuais e conversas sobre o contexto histórico afro-brasileiro, fomentando a luta antirracista para uma sociedade mais equânime. “A música percussiva e as danças de matriz africana são um dos principais símbolos culturais do país. Temos uma história rica, mas pouca difundida”, analisa Flavia.

Doações na Zona Norte

Desde 2020, o Grupo Afrolaje promove ações de fornecimento de quentinhas, kit higiene e café da manhã para pessoas em situação de vulnerabilidade das regiões do grande Méier e Marechal Hermes. Para o mês de maio de 2021, o Afrolaje pede ajuda para ações semanais com esses grupos em situação de rua, a partir do envio de doações via Pix, transferência bancária ou alimentos, roupas e utensílios enviados presencialmente em alguma das duas regiões.

Afrolaje

A Associação Cultural Grupo Afrolaje – dança música, percussão e pesquisa – foi fundada, em 2012, no Engenho de Dentro, região do Grande Méier, no Rio de Janeiro, pela coreógrafa, atriz e professora Flavia Souza, ativista cultural e pesquisadora, e pelo professor de capoeira Ivan Jr (Karu). O projeto surgiu na laje da casa de Flavia, como uma releitura da ressignificação da laje das casas de comunidades carentes do Rio de Janeiro, lugar reconhecido como um espaço de encontro de guetos e foco de resistência cultural.

Através do Jongo, capoeira angola e outras manifestações de patrimônio imaterial do Brasil, o Afrolaje reúne apresentações pelo Theatro Municipal do Rio, Teatro Carlos Gomes, Circo Voador, Engenhão, Festival Madalenas em Berlim, turnê pela Itália, cerimônia no consulado da Angola, participação nas Olimpíadas 2016 e diversos shows, oficinas e cerimoniais pelo Brasil e exterior. Também recebeu variados prêmios como o Fazedores do Bem, em 2017, pelo recorde de inserções em mais de 300 escolas e Menção Honrosa Ubuntu, no teatro Carlos Gomes, em 2020.