Caleidoscópio de uma cultura

tou o público com a interpretação do standart Summertime . Tendo como motivação homenagear a influência da cultura judaica no Brasil, que foi o tema central da Fliporto, o coquetel de inauguração da Casa Brasil teve um menu judaico. Estiveram presentes à abertura personalidades como o professor Arnaldo Niskier e Jom Tob Azulay, além da presidente do Jornal do Brasil , Ângela Moreira. Na Casa Brasil da Fliporto também foi montada uma exibição de dez trabalhos em porcelana da artista pernambucana Ana Longman. Durante o evento, a equipe do JB apresentou ao público pernambucano sua versão digital, que recebeu diversos elogios. A produção local teve a participação da Musicata Cia de Arte. A programação de sábado começou com a palestra de Jom Tob Azulay. Seu filme exibido, O judeu , foi finalizado em 1995 e conta a história de Antônio José da Silva, poeta e autor teatral brasileiro de origem judaica que, no século 18, foi queimado na Inquisição em Portugal. Jom Tob enfatizou a importância da recuperação da história do Brasil, sob o ponto de vista da presença judaica em Portugal e aqui: – Os fatos da Segunda Guerra Mundial e da perseguição aos judeus pelos nazistas, são de amplo conhecimento. Há, contudo, uma imensa la cuna quando se fala em judeus e “cristãos-novos” em Portugal e no Brasil, antes do século 20. Tânia Kaufman, presidente do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco, ressaltou o quanto os judeus influenciaram a culinária em Pernambuco. – Muito já foi escrito sobre as leis dietéticas judaicas e suas relações com a gastronomia como expressão religiosa e cultural dos judeus – observou. – A ideia do novo livro é aproximar da população as relações entre os hábitos de alimentação judaica nos séculos 16 e 17. O escritor de origem belga Jacques Kano, que hoje vive em Israel, conta sua história de vida no livro A jornada Continua na página seguinte.