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Heloisa Tolipan

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Heloisa Tolipangentejb.com.br

ra ganhar notoriedade na Europa. Nos EUA, é um pouco mais difícil.

Como você vê a superexposição, tanto na mídia, quanto nas redes sociais?

–Asuperexposição éfrutodasuper- ficialidade que comanda o momento. Aspessoasnão precisamsernada além decelebridades. Nãoé preciso talento. Não sei se essa decadência ge- neralizada poderá, um dia, subir a um patamar da compreensão. A medio- cridade e a vulgaridade imperam e is- so não é só no Brasil, mas em todas as regiões do mundo.

Você está disposto a disponibilizar to- dasua obrana internet?O queacha dos artistas que assim o fazem?

– Acho que chegamos até aí, é a nossa realidade e não tem volta. Não tenho nada contra.Por mim,até teriatudo meu disponibilizado, inclusive mate- rial que tenho guardado de 30 anos de carreira. Não vou carregar mesmo isso para o túmulo comigo.

Vocêachaque essafebredebaixar

‘singles’

na internetinfluenciana composição de um CD?

– Acho que esse movimento do

single

fazparte deum modode pensarsu- perficial que tem virado uma tendên- cia ultimamente. Porqueeu, por exemplo, ainda gosto de ouvir a men- sagem inteirado discode umartista que me interessa. Por isso permaneço fazendomeusCDs comosenãohou- vesse esse movimento e continuo pen- sando nacapa e no conjuntode can- ções para que passembem o que eu quero dizer a todas as pessoas que gos- tam do meu trabalho.

Qual é o

TOP5

de seu

iPod? – Não tenho iPod,mas tenho alguns discos que eu gosto muito, como os de Gal Costa

,de Chico e Caetano.

Quando quero, coloco-os para tocar.

Do que nessa trajetória profissional você nunca vai esquecer e o que dei- xaria para sempre no passado?

–Não mearrependo denada, atéos errosajudaram ame tornarmelhor. Tudo foi experiência em minha vida e tive muita liberdade para experimen- tar de tudo, até para descobrir o que eu não queria. Sempre lutei por isso. In- dependentemente de trilhos pré-de- terminados, seja lá quem os determi- ne, eu sempre me recusei a caminhar por eles. Por isso digo: se bati cabeça, foi sempre por opção.

Com

Marina Cohen

Em poucas palavras

:

Luxo de vida

– O contato com a na- tureza, sempre

Medo

– Do mar

Rancor

– Não gosto de carregar isso dentro de mim

Saudade

– Dotempoem queera mais fácilviver noBrasil, comme- nos violência e sustos

Filhos

– Nãosinto necessidade de meperpetuar eissonão faráfalta para o mundo

Superação

– Diária. Viver hoje, sem se apegar ao ontem e sem expec- tativas para o amanhã

Amigos na hora do desespero

– Te- nhoalguns, masnãogosto deper- turbar o bomandamento de suas vidas com os meus problemas

Força espiritual

– São Miguel e a força de sua espada azul de luz!

Mulheres

– Sou um bom amigo, por- que entendo o funcionamento da cabeça delas

Rio de Janeiro

– Onde escolhi viver e vou morar para sempre

Dinheiro

– Consequência do traba- lho, não uma meta da minha vida

NEY EM SHOW DO DISCO ‘INCLASSIFICÁVEIS’, EM 2007; EM 2009, COM O CD ‘BEIJO BANDIDO’; SUA OUSADIA, MAIS UMA VEZ, EM 2007; E SEU PODER DE SEDUÇÃO

CPDoc JB