'Água: obra em processo' estreia em outubro na UFRJ

Espetáculo propõe uma experiência poética e sensorial a partir da simbologia da água

Por CADERNO B

Obra une dança, música e projeção de videoartes mesclada por efeitos eletroacústicos, visuais e coreográficos

O espetáculo parte da imagética da água para construir uma proposta cênica que atravessa dança, música e videoarte. A obra convida o público a perceber a fluidez, a elasticidade e o movimento como forças capazes de inspirar novas formas de olhar o corpo e o cotidiano.

Por meio de múltiplas projeções mapeadas, a encenação cria um universo hídrico em que imagens de gotas, ondas, espirais e correntezas se combinam a efeitos eletroacústicos e coreográficos. A ideia é provocar uma experiência poética e sensível, em que o espectador acompanhe transformações que remetem a deslizar, pingar, escorrer, deformar, molhar e evaporar.

Corpo, simbolismo e estados emocionais

Ao tematizar a água em suas simbologias, a obra também busca destacar a relação de interdependência entre a vida da água e a vida humana. Nesse sentido, o elemento natural aparece como metáfora de diferentes estados psicológicos, abrindo espaço para reflexões sobre sensibilidade, movimento e descentralização de hierarquias.

A proposta artística amplia o alcance da experiência ao tratar a água como linguagem visual e emocional. Assim, o espetáculo se estrutura como um encontro entre imagem, som e presença corporal, articulando sensações que aproximam o público de uma leitura mais poética e imersiva do tema.

Serviço e ficha técnica

A apresentação acontece no Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ, na Rua do Passeio, 98, no Centro do Rio, no dia 20 de outubro, terça-feira, às 19h30. O evento tem classificação livre, duração de 70 minutos e entrada gratuita.

A direção geral e coreográfica é de André Meyer, com direção musical de Yahn Wagner e vice-direção musical de Wesley Fontes. A montagem reúne ainda a participação de artistas da dança, da música e da videoarte, com consultoria artística de Giselle Fernandes Ogera e poesias assinadas por Ananda Earp.