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TRE-MA aciona Polícia Federal após divulgação de áudios de secretário mandando prender petistas

As mensagens atribuídas ao então secretário municipal ganharam repercussão e motivaram medidas administrativas e eleitorais

Por JORNAL DO BRASIL

Antonio James Mota da Silva

O prefeito de Barra do Corda, no Maranhão, Rigo Alberto Teles de Sousa, determinou o afastamento do secretário municipal de Segurança Pública, Antonio James Mota da Silva, até o fim das eleições. A decisão foi formalizada em portaria publicada pela prefeitura e citou declarações atribuídas ao servidor com menções a prisão e perseguição de eleitores e apoiadores do PT.

Motivo do afastamento

Segundo o texto da portaria, a medida foi adotada para preservar a normalidade administrativa durante o período eleitoral. A administração municipal afirmou que tomará as providências necessárias para garantir a continuidade dos serviços e o funcionamento regular da secretaria enquanto durar o afastamento.

James Mota da Silva é sargento da Polícia Militar do Maranhão e estava cedido à prefeitura. O próprio ex-secretário admitiu que as mensagens foram enviadas em um grupo fechado de policiais militares no WhatsApp, o que ampliou a repercussão do caso nas redes sociais e no meio político local.

Versão do ex-secretário e reação política

Em nota divulgada à imprensa maranhense, o secretário afastado confirmou a autoria dos áudios, mas disse que as falas foram brincadeiras, comentários e provocações de cunho político. Ele reconheceu o uso de expressões fortes nas gravações, mas afirmou que o contexto era o de discussões habituais dentro do grupo.

O governador reeleito do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), também determinou o afastamento do policial militar. A medida se somou à decisão da prefeitura e à abertura de apuração sobre o conteúdo das declarações divulgadas.

Apuração eleitoral e comunicação à PF

Na sexta-feira (23), a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, protocolou notícia-crime eleitoral na Procuradoria Regional Eleitoral. A representação pede investigação criminal urgente, perícia dos áudios, oitiva do secretário e medidas preventivas antes do segundo turno, marcado para domingo (25).

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão também comunicou a Polícia Federal sobre a divulgação dos áudios nas redes sociais, para que o caso seja investigado. A apuração deve analisar o teor das mensagens e o impacto delas no processo eleitoral no estado.(com informações da Agência Brasil)