Concessão pública, TV CNN chama Lula de ladrão na internet
A ocorrência foi corrigida após circular nas redes sociais e gerou questionamentos sobre a ferramenta da emissora
A CNN Brasil publicou, em sua página dedicada aos candidatos das eleições de 2026, a palavra “LADRAO” no campo destinado ao nome de Luiz Inácio Lula da Silva. A ocorrência foi percebida nesta segunda-feira (5), repercutiu nas redes sociais e acabou sendo corrigida posteriormente pela emissora.
Erro apareceu em ferramenta sobre os candidatos
O problema surgiu no Raio-X dos Candidatos, espaço criado pela CNN para reunir informações objetivas sobre os concorrentes ao Planalto. A plataforma exibe foto, nome de urna, partido, número eleitoral, bens declarados, receitas e despesas de campanha, entre outros dados, o que torna o episódio ainda mais sensível por se tratar de uma área informativa e não opinativa.
Na captura divulgada pelo jornalista Renato Souza, a foto de Lula aparecia normalmente, mas o nome do presidente havia sido substituído por “LADRAO”. Logo abaixo, o campo que deveria trazer a sigla PT mostrava “undefined”, indicando também falha técnica na página.
Site da CNN Brasil descreve Lula como ladrão em publicação feita sobre candidatos. A alusão ficou quase uma hora no ar, quando foi editada para o nome correto do presidente. https://t.co/Zm3gFsyKxt
— Renato Souza (@reporterenato) October 5, 2026
Publicação foi alterada após repercussão
Segundo o registro publicado nas redes, a expressão ficou no ar por quase uma hora antes de ser retirada. Em outras páginas da própria CNN, Lula aparece identificado de forma correta, e os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral também registram “LULA” como nome de urna do presidente.
Até o momento, a CNN não apresentou explicação pública para o erro. A ausência de um posicionamento aumenta a repercussão do caso, especialmente porque a palavra exibida é historicamente usada em ataques contra o petista.
Contexto político amplia a repercussão
O episódio ocorreu no início de uma disputa presidencial marcada por forte polarização e pela reorganização das campanhas para o segundo turno. Nesse cenário, qualquer falha em uma ferramenta jornalística sobre candidatos ganha alcance maior e pode influenciar a leitura pública sobre a cobertura eleitoral.
A palavra também remete a campanhas de desinformação e criminalização que acompanharam Lula em períodos anteriores, especialmente durante a Lava Jato. Com a eleição entrando em uma fase mais agressiva, o caso passou a ser interpretado não apenas como erro gráfico, mas como um episódio de grande carga política. (com informações de Diego Feijó de Abreu, da Revista Fórum)