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Pedro Parente afirma ter saído pior de jantar com Flávio Bolsonaro

Em resposta a artigo na Piauí, o ex-ministro negou apoio e disse que sua opinião sobre o candidato piorou após o encontro

Por POLÍTICA JB

Pedro Parente

Pedro Parente publicou neste sábado, 3, uma carta em que afirma ter participado de um jantar com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e saído do encontro com uma avaliação pior do que tinha antes. No texto, divulgado no LinkedIn, o ex-ministro diz de forma direta que não votará no senador.

Resposta a críticas públicas

A manifestação foi uma reação ao artigo “O que esses brasileiros sabem”, assinado por João Moreira Salles na revista Piauí. O texto citava nominalmente executivos e empresários que estiveram no jantar e questionava a legitimidade dada ao candidato por essas lideranças.

Parente afirmou que não tinha nada a esconder e que aceitou o convite de caso pensado. Segundo ele, a reunião estava aberta à imprensa, a lista de presentes foi divulgada e o encontro foi uma oportunidade rara de ouvir pessoalmente alguém que pode ser eleito presidente da República.

O que disse Pedro Parente

Na carta, o ex-presidente da Petrobras, da Bunge e da BRF explicou que a conversa começou com a declaração explícita de que o jantar não era um ato de apoio nem um pedido de ajuda à campanha. Ele também destacou que sua presença não deveria ser interpretada como adesão política.

Ao rebater a crítica, Parente disse respeitar Moreira Salles e a revista, mas argumentou que sua posição já era conhecida por seus artigos publicados em O Globo. Para ele, bastaria que tivessem consultado essas colunas para entender que não havia apoio a Flávio Bolsonaro.

Contexto da polêmica

O episódio ganhou repercussão porque reuniu nomes influentes do meio empresarial em um encontro com um candidato ao Senado em meio ao clima de disputa eleitoral. A carta de Parente reforça que sua decisão de comparecer teve como objetivo ouvir diretamente o político, embora o resultado tenha sido, segundo ele, uma percepção ainda mais negativa.

Com isso, o ex-ministro tenta encerrar a interpretação de que o jantar representou alinhamento político. No texto, ele sustenta que a participação foi transparente e que a conclusão pessoal após a conversa foi contrária à candidatura de Flávio Bolsonaro. (com informações da Agência Estado)