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Lula associa carreira de Flávio Bolsonaro à milícia: eleito com apoio do 'crime organizado'

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Por POLÍTICA JB

O presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou nesta quarta-feira (30) o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de ter feito carreira com o apoio do crime organizado no Rio de Janeiro.

Em entrevista para os influencers Bárbara Carine, Ricardo Mello, Lauany Schultz e Kenji Normos, Ele criticou a trajetória política do atual senador ao lembrar que o adversário entrou na política aos 21 anos, quando foi eleito vereador do Rio de Janeiro, supostamente com o apoio de milicianos fluminenses.

"Vamos pegar esse Flávio, qual é o compromisso com qualquer seriedade que esse cara tem? Nenhuma, ele não tem biografia. Ele nunca trabalhou na vida. Ele foi eleito vereador com 21 anos de idade já apoiado pelo crime organizado no Rio de Janeiro, pelos milicianos, e nunca mais parou", disse.

As associações de Lula fazem referência à época em que Flávio Bolsonaro era deputado estadual no Rio de Janeiro e, em 2005, condecorou com a Medalha Tiradentes o ex-policial militar Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do "Escritório do Crime", e que estava preso na época por homicídio. Posteriormente, a partir de 2007, contratou parentes de Nóbrega em seu gabinete. Flávio nega qualquer relação com a milícia ou crime organizado.

Lula também acusou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir nas eleições brasileiras a  partir do exterior:

"Sabe, tem um filho conspirando contra o Brasil, um deputado, que recebe dinheiro do [Daniel] Vorcaro. Aquele famoso dinheiro do filme, é o dinheiro que pegava do Vorcaro para poder mandar para a sobrevivência do Eduardo."

Ele lembrou que integrantes da família Bolsonaro viajaram a Israel para supostamente buscar apoio e estratégias que poderiam ajudar Flavio no processo eleitoral.

Em janeiro deste ano, Flávio e Eduardo Bolsonaro se encontraram com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante a 2ª Conferência Internacional sobre o Combate ao Antissemitismo em Jerusalém.

Reforma do Judiciário
Lula voltou a defender uma reforma do Supremo Tribunal Federal (STF) para recuperar a credibilidade da instituição diante dos escândalos do caso Master. Dentre as mudanças planejadas estão alterar o modo como os ministros são indicados e instituir mandatos fixos.

"Obviamente que não sou eu que vou fazer a reforma, mas eu quero envolver a sociedade civil num debate; como é que a gente faz uma reforma no Poder Judiciário?"

Lula criticou o recebimento de favores por parte de ministros do Supremo. "Quem quiser ser ministro da Suprema Corte não pode querer ser rico. É incompatível. Aquilo é um sacerdócio. Ele não pode querer ser rico. Ele tem que trabalhar para cumprir a Constituição e fim de papo".

'Presidencialismo foi sequestrado'
O Congresso Nacional também foi alvo de críticas do presidente, que afirmou que o "presidencialismo foi sequestrado" no Brasil, citando o domínio das agências reguladores pelo Senado, como exemplo:

"Para você ter uma ideia, quando o FHC criou as agências, elas eram reguladoras. O governo definia a política pública e as agências regulavam. No governo Bolsonaro, o Congresso tomou conta das agências [...] Hoje tem muita gente nas agências que são representantes de empresários indicados por senadores, um equívoco enorme."

Ele também deu como exemplo a tomada de controle do Orçamento pelo Congresso por meio das emendas parlamentares.

"Não existe paradigma no mundo em que o Congresso fica com 50% do orçamento da União. É o governo que tem que executar o orçamento, é o governo que tem que estabelecer as políticas públicas." (com informações da Agência Sputnik Brasil)