Zema quer privatizar Petrobras e Banco do Brasil em eventual governo
Pré-candidato do Novo afirmou que usaria os recursos para investir em infraestrutura e defendeu corte de gastos, redução da dívida e queda dos juros
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência em 2026, afirmou que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil caso vença a eleição. Segundo ele, a estratégia faz parte de um projeto mais amplo para acelerar o crescimento e reorganizar a economia brasileira.
O político disse que os recursos obtidos com as vendas não seriam usados para cobrir despesas correntes do governo federal, mas para financiar investimentos em infraestrutura. Entre as prioridades citadas estão estradas, ferrovias, hidrovias e portos, em uma tentativa de melhorar a logística do País.
Críticas ao governo federal e ao Supremo
Durante o Encontro Nacional do Novo, em São Paulo, Zema endureceu o tom contra o presidente Luís Inácio Lula da Silva. Ele afirmou diversas vezes que o Brasil “não aguenta mais quatro anos” do petista e acusou o governo de gastar recursos para se manter no poder, além de permitir o avanço das facções criminosas.
O pré-candidato também criticou políticas de cotas e o que chamou de “doutrinação progressista” nas escolas. Na mesma linha, direcionou ataques aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, afirmando que o País também não suportaria mais quatro anos com eles no cenário atual.
Impeachment de Moraes e defesa de maioria no Senado
Zema disse ainda que pretende trabalhar pela construção de maioria no Senado para aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes. A declaração o aproximou do discurso defendido por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente o senador Flávio Bolsonaro.
Ao falar de sua gestão em Minas Gerais, o ex-governador afirmou ter recebido do PT um Estado em crise e disse que conseguiu equilibrar as contas públicas. Ele também destacou a atração de R$ 500 bilhões em investimentos privados e a criação de mais de 1 milhão de empregos durante sua administração. (com informações da Agência Estado)