Marina Silva diz que decisão dos EUA sobre facções afeta "amigos" de Flávio
Ex-ministra defende soberania nacional e diz que segurança do país deve ser tratada pelo Brasil
A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, comentou nesta sexta-feira (29) a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas. Durante evento do PT em São Paulo, ela fez críticas à medida e afirmou que o impacto maior deve recair sobre quem esteve envolvido na articulação da proposta.
Sem mencionar diretamente o nome de Flávio Bolsonaro, Marina disse que a iniciativa pode atingir sobretudo “os amigos da pessoa que foi lá para pedir isso” e destacou que qualquer ligação com o crime organizado tende a ser exposta com mais força nesse tipo de decisão internacional.
Defesa da soberania e do governo Lula
Na sequência, Marina defendeu as ações do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no enfrentamento ao crime organizado e reforçou a ideia de que a segurança pública deve ser tratada como tema nacional. Para ela, o Brasil precisa conduzir suas próprias respostas para o problema.
“Para cuidar dos problemas de segurança do Brasil, quem cuida é o Brasil”, afirmou. A ex-ministra também destacou a disposição do presidente Lula em dialogar com todos os governadores, como forma de ampliar a articulação interna no combate à violência.
Críticas a interferência externa
Marina ainda criticou o que chamou de “aventurismo intervencionista” e disse que qualquer tentativa de criar brechas para intervenção no país não é tolerável. Segundo ela, usar a questão da segurança para abrir espaço a esse tipo de movimento ameaça a soberania nacional.
As declarações ocorreram após a divulgação da decisão americana feita pelo secretário de Estado, Marco Rubio, na noite de quinta-feira (28), medida que foi comemorada por Flávio Bolsonaro em suas redes sociais.