Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados no 2º turno

Este é o primeiro levantamento da série realizada pelo instituto que revela os dois candidatos atingindo exatamente o mesmo patamar. Veja os números

Por POLÍTICA JB com Revista Forum

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Por Henrique Rodrigues - A nova pesquisa Quaest divulgada na tarde desta quarta-feira (11) aponta um cenário de empate absoluto entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno da eleição presidencial deste ano. Ambos aparecem com 41% das intenções de voto.

O levantamento parece confirmar, pelo menos na aferição dos institutos, uma trajetória de ligeira queda na vantagem do petista, que vem sendo reduzida gradualmente desde o final do ano passado. Em dezembro, a distância entre os dois era de dez pontos percentuais; em janeiro, caiu para sete; em fevereiro, recuou para cinco; atingindo agora o nivelamento estatístico e numérico total.

Análise dos dados
Os números da Quaest indicam uma oscilação negativa de dois pontos percentuais para Lula em relação ao mês anterior, enquanto Flávio Bolsonaro registrou um crescimento de três pontos percentuais no mesmo período. O grupo de eleitores que opta por branco, nulo ou que não pretende votar oscilou dentro da margem, situando-se agora em 16%, enquanto o nível de indecisos permanece estagnado em 2% desde o início do ano.

Eleitor independente
Um dos pontos de maior atenção no levantamento atual é o comportamento dos eleitores que se declaram independentes (aqueles que não se identificam com a direita, esquerda, lulismo ou bolsonarismo), grupo que compõe 32% do total de entrevistados. Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula nesse segmento, registrando 32% contra 27% do atual presidente. Em fevereiro, o cenário era inverso: Lula liderava com 31% ante 26% do senador.

Vale ressaltar que, neste grupo, o desinteresse é elevado: 36% afirmam que preferem não votar. Devido ao recorte específico, a margem de erro para este segmento é superior à da média geral.

Comparativo de cenários de 2º turno
O presidente Lula mantém a liderança em todos os outros seis cenários testados pela Quaest, embora com variações nas margens:

Contra Ratinho Júnior (PSD): Lula registra 42% (ante 43% em fevereiro) contra 33% do governador do Paraná. Brancos e nulos somam 22%.

Contra Romeu Zema (Novo): O petista aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o governador de Minas Gerais soma 34%.

Contra Ronaldo Caiado (PSD): Lula mantém os 44%, enquanto o governador de Goiás aparece com 32%.

Contra Eduardo Leite (PSDB): Lula registra 42% contra 26% do governador gaúcho. Este cenário apresenta o maior índice de abstenção/nulos: 29%.

Contra Aldo Rebelo (DC): É onde Lula obtém sua maior vantagem, com 44% contra 23% de Rebelo.

Rejeição, percepção de perfil e honestidade
A resistência eleitoral de ambos os candidatos é elevada e equilibrada. A rejeição a Lula oscilou de 54% para 56%, enquanto a de Flávio Bolsonaro manteve-se em 55%. Entre os independentes, os índices de rejeição sobem para 65% (Lula) e 61% (Flávio).

Sobre a imagem pessoal e política:

Moderação: 42% veem Lula como mais moderado que o PT, enquanto 43% discordam. No caso de Flávio, 48% não o consideram mais moderado que sua família, percepção que cai para 38% entre os que o veem como uma figura mais branda.

Radicalismo: O eleitorado está dividido exatamente ao meio sobre Lula ser radical (46% sim, 46% não). Flávio é visto como radical por 45% e não radical por 44%.

Honestidade: A percepção é crítica para ambos. Apenas 23% consideram Lula honesto (contra 69% que discordam), enquanto 26% atribuem honestidade a Flávio (contra 62% que discordam).

Avaliação da Gestão e Futuro
A pesquisa encerra com indicadores sobre a continuidade do governo e o rumo do país. Atualmente, 59% dos brasileiros consideram que o presidente Lula não merece um novo mandato (eram 57% em fevereiro), contra 37% que defendem sua permanência. No que tange à percepção de país, 58% dos entrevistados avaliam que o Brasil está na direção errada, enquanto 35% veem o país no rumo certo.