PL e Bolsonaro traem Ibaneis Rocha e vão lançar Michelle e Bia Kicis ao Senado no DF
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Por Plinio Teodoro - Envolvido diretamente no escândalo financeiro do Banco Master, o governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB) agora enfrenta a traição de Jair Bolsonaro (PL) e do PL, que já articulam abandonar o ex-aliado na candidatura ao Senado.
Em meio ao fogo-amigo, Ibaneis foi às redes no dia 27 de janeiro reafirmar que será candidato ao Senado na coligação que deve unir o MDB ao PL no Distrito Federal.
“Mais uma vez, tenho acompanhado informações divulgadas por portais de notícias e outros canais de comunicação afirmando que eu não serei candidato ao Senado. Venho, de forma clara e objetiva, reafirmar minha pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, com o compromisso de seguir trabalhando por todos os brasilienses”, afirmou o governador, ressaltando que “somos um governo sério, de trabalho, que tem, sim, o reconhecimento da população”.
No entanto, em entrevista à CNN, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que comanda as articulações no Distrito Federal, afirmou que o partido e Bolsonaro já fizeram a escolha das duas candidaturas ao Senado: Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis.
“Ibaneis é o governador do Distrito Federal e tem toda a legitimidade de se colocar como candidato dentro do seu partido. Agora hoje, dentro do PL, as tratativas são de apresentarmos a candidatura de Michelle Bolsonaro e de Bia Kicis. Hoje é o que está mais maduro dentro do da nosso campo de negociação”, afirmou.
Indagado se a decisão não teria impacto na coligação em torno de Celina Leão (PP), atual vice-governadora e candidata ao Palácio do Buriti, Marinho foi enfático em dizer que o apoia será mantido, assim como as candidaturas de Michelle e Bia Kicis.
“Nós temos a intenção de apoiar a Celina. Se a composição partidária acontecer, de coligação com o MDB, o PP e o União Brasil, haverá talvez a necessidade de caminharmos sós no primeiro turno”, disse, sinalizando uma candidatura ao governo do DF pelo PL.
“Vai depender muito dessa questão de composição, né? Porque para Celina receber o nosso apoio formal, se houver a necessidade de uma coligação, vai ficar difícil, porque uma coligação me parece que não pode apresentar três candidatos ao Senado”, emendou.