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Lula assina ficha de filiação de Marta ao PT, que concorrerá como vice de Boulos

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Por POLÍTICA JB com Agência Estado
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Publicado em 03/02/2024 às 07:44

Alterado em 03/02/2024 às 07:44

Lula, Marta Suplicy e Guilherme Boulos Foto: Ricardo Stuckert

Matheus de Souza e Francisco Carlos de Assis - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta sexta-feira, 2,a ficha de refiliação de Marta Suplicy ao PT. Fora do partido desde 2015, a ex-prefeita voltou à sigla após um convite do presidente para concorrer como vice-prefeita de São Paulo na chapa do pré-candidato Guilherme Boulos (PSOL). No ato, Marta disse estar voltando às suas raízes, fez elogios a Boulos e criticou o “crescimento da direita autoritária do País”.

Dizendo-se emocionada com o regresso à legenda, a ex-prefeita declarou que está de volta ao seu "aconchego", e as suas "raízes”. Com elogios a Boulos, a quem vai andar ao lado na disputa, ela afirmou que ambos estão em uma missão pela “reconquista da Prefeitura”

“Quero expressar minha profunda gratidão pelo carinho, pelo entusiasmo, que a nossa militância tão aguerrida me acolhe nesta noite tão memorável”, disse à plateia que ocupava a Casa de Portugal, onde ocorre o evento.

Boulos, que também está na solenidade, reforçou as críticas à gestão do atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB). O pré-candidato chegou a citar que Nunes “traiu o legado” de Bruno Covas, de quem ele era vice, ao se aliar a Jair Bolsonaro.

"Bruno Covas [PSDB] não foi com Bolsonaro e foi atacado pelo bolsonarismo [na eleição de 2020]. Nunes abraçou o bolsonarismo traindo o legado de quem ele foi vice. Nosso desafio em São Paulo é construir uma frente ampla pela democracia", disse.

Boulos também negou que sua aliança com a Marta gere atritos. "Nós vamos fazer a dupla dinâmica para mudar a cidade de São Paulo”, disse. O tema também virou destaque do discurso de presidente Lula, que pontuou que teve que dirimir lideranças do partido para trazer Marta de volta à legenda.

Sobre a força de sua pré-candidatura, Boulos chegou a ironizar que “se bobear”, “Lula traz até o Tarcísio pra essa frente ampla”. Em agenda nesta manhã, o governador de São Paulo, aliado de Bolsonaro, esteve ao lado do presidente.

A cerimônia contou com uma lideranças, como os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, que também comandou a capital paulista, o ministro das Relações Internacionais, Alexandre Padilha, e a presidente nacional da sigla, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR).

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