POLÍTICA

Alckmin chama Bolsonaro de ‘desocupado’ e diz que ex-presidente não atrapalha governo Lula

Vice-presidente também afirmou que Guilherme Boulos não tem ‘vaga garantida’ na disputa pela Prefeitura de São Paulo; partido de Alckmin tem Tabata Amaral como pré-candidata ao cargo

Por POLÍTICA JB com Agência Estado
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Publicado em 25/01/2024 às 07:17

Alterado em 25/01/2024 às 07:17

O ministro e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin Marcelo Camargo/Agência Brasil

Juliano Galisi - O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quarta-feira, 24, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “um desocupado”. Segundo Alckmin, as declarações do ex-mandatário não chegam a atrapalhar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pois a postura dele é meramente “descompromissada com as coisas”.

“Não é que ele atrapalha o governo, é uma coisa meio panfletária, descompromissada com as coisas, fake news, e advoga uma tese quase incivilizatória. Quem não é democrata não deve participar da eleição”, afirmou Alckmin em entrevista ao portal UOL.

Na entrevista, Alckmin também analisou o panorama eleitoral da capital paulista. Lula está engajado na disputa à Prefeitura de São Paulo. A eleição, segundo o presidente, será de “confrontação direta” entre ele e Jair Bolsonaro, numa polarização representada pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), apoiado pelo petista, e pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), que vem se aproximando de Bolsonaro nos últimos meses.

Em um acordo que remonta a 2022, Lula estará no palanque de Guilherme Boulos. O vice-presidente Geraldo Alckmin, por sua vez, é entusiasta da pré-campanha da deputada federal Tabata Amaral, sua correligionária.

Questionado sobre a divisão das alianças no pleito, o vice relativizou o fator federal nas disputas às prefeituras. Os problemas locais, segundo Alckmin, são mais relevantes para o eleitor na tomada de decisão. Além disso, cada partido tem autonomia para desenvolver seus apoios, disse o vice.

“Eleição municipal é local. Claro que tem o aval, o apoio de alguém, uma recomendação, uma ajuda, mas não é o fator decisivo”, disse Alckmin. “O PT é um partido, o PSB é outro, e o PSB tem uma menina de grande valor, a Tabata Amaral.”

Alckmin não acredita em ‘vaga garantida’
Ao contrário de Alckmin, o ministro Márcio França (Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte), também filiado ao PSB, acredita que o apoio de Lula confere a Boulos “vaga garantida” no segundo turno da eleição. França esteve na terça-feira, 23, no mesmo programa que Alckmin participou nesta quarta.

Relembrado a declaração, Alckmin discordou do correligionário, afirmando que “a eleição nem começou” e o cenário ainda é incipiente. “O Márcio (França) é craque, em matéria de política é professor, mas eu não diria que o Boulos já está garantido. Mas é o favorito (para uma vaga no segundo turno)”, disse o vice-presidente.

Datena e Marta ajudam as chapas
Quanto aos arranjos para a composição das chapas, que movimentam a eleição paulistana neste momento, Alckmin elogiou a “empatia popular” de José Luiz Datena, afirmando que o apresentador de televisão “é uma grande liderança” e ajudaria o projeto do PSB.

“É uma decisão que passa muito por ele”, disse Alckmin, confirmando o que a própria Tabata Amaral afirmou ao Estadão na semana passada. Além de reiterar que Datena “agrega” na chapa, a pré-candidata confirmou que o posicionamento do apresentador sobre ser vice ou não só sairá no meio do ano, período das convenções partidárias.

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