Procuradoria do DF pede arquivamento de ação da CPMI do Golpe contra Mauro CID

Ex-ajudante foi denunciado por "abuso do direito ao silêncio" ao rejeitar informar até sua idade

Por JORNAL DO BRASIL

Mauro Cid

JOA Procuradoria da República no Distrito Federal defendeu, nesta quinta-feira (20), o arquivamento da denúncia apresentada pelo deputado Arthur Maia (União-BA), presidente da CPMI do Golpe, contra o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL).

No início deste mês, a comissão entrou com uma ação contra o militar após ele prestar depoimento e se negar a responder perguntas que não o incriminariam, como quantos anos ele tem. Para os parlamentares da comissão, o ex-ajudante teria cometido "abuso do direito ao silêncio" ao rejeitar informar até sua idade.

Ao analisar o caso, o procurador Caio Vaez Dias entendeu que Mauro Cid não cometeu nenhum crime e pediu o arquivamento do processo. Caberá à 10ª Vara Federal decidir a questão.

Antes do depoimento, uma liminar da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantiu a Mauro Cid o direito de ficar em silêncio diante de perguntas que pudessem incriminá-lo.

O ex-ajudante de ordens foi chamado para depor após a divulgação de mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) em seu celular na investigação sobre supostas fraudes nos cartões de vacina de Bolsonaro.

De acordo com relatório de investigação da Polícia Federal, as mensagens evidenciam que Cid reuniu documentos para dar suporte jurídico à execução de um golpe de Estado.

Com Agência Brasil