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Editorial: Sim ao Brasil! Sim a Lula!

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Por JORNAL DO BRASIL

Capa do JORNAL DO BRASIL de 11 de abril de 1984, dia seguinte ao comício da Candelária. Foto do acervo do JB

O Brasil vai às urnas, mais uma vez, dividido. O radicalismo atravessa o país há três eleições. Faltou ar à desejada "terceira via". Pelo que está em jogo, a escolha do voto não é uma questão difícil para o JORNAL DO BRASIL. Honrando a tradição liberal e legalista dos fundadores - abril de 1891 -, defendemos a democracia e a soberania brasileiras.

O primeiro turno chega com só dois candidatos competitivos: Lula e Flávio Bolsonaro. Um conta com os votos que acumulou em seis disputas presidenciais e a experiência exitosa de três governos com crescimento e inclusão social. O outro herda os votos transferidos pelo pai, condenado e preso desde o final de 2025 por tentativa de golpe de Estado.

Sejamos realistas: um novo governo Lula não promete surpresas ou sustos maiores. Um eventual governo Flávio é uma incógnita. Sua experiência administrativa resume-se a ter sido um dos donos de uma loja de chocolates. Flávio é o único candidato a presidente investigado pelos crimes de evasão de divisas, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A rigor, não tem propostas de governo. Sua meta é tirar o pai da cadeia, atropelando o Supremo Tribunal Federal.

No plano doméstico, quer retroceder nos programas sociais e reeditar o desastre do governo Jair Bolsonaro que, antes da pandemia que matou mais de 700 mil brasileiros, restringiu a atuação do Ibama e da Funai na proteção do meio ambiente e dos povos originários, com facilidades a madeireiros e garimpeiros ligados ao crime organizado e ao tráfico de drogas. Uma contradição ante a promessa de combater o crime organizado nas cidades.

Na diplomacia, promete vassalagem ao governo americano. A propalada ameaça de o Brasil virar uma Venezuela, se concretizaria de modo vergonhoso, pela cessão fácil das riquezas nacionais, como o petróleo e o gás natural do pré-sal e da futura nova fronteira petrolífera na costa do Amapá, além de terras raras, aos Estados Unidos

O presidente Trump reconheceu a força do presidente Lula em defesa da soberania nacional, no plenário do Conselho de Segurança da ONU (em 2025 e 2026), em fóruns internacionais e nas negociações entre os dois países.

Ao ser indagado, nessa quinta-feira (1º), nos jardins da Casa Branca, sobre se apoiaria alguém na eleição brasileira, mostrou respeito e neutralidade ao pleito democrático, onde os brasileiros devem mostrar a opção pela soberania do país.

O Brasil ainda tem muitos problemas a superar. O caminho é o avanço na reforma tributária aprovada pelo Congresso em 2025, e que começa a valer em 2027. Ela vai simplificar os tributos dos empresários e aliviar a carga dos consumidores, assim como o Imposto de Renda foi aliviado, este ano, para quem ganha até R$ 5 mil reais.

O grande problema do Brasil não é a dívida pública bruta de 82,9% do PIB (ou de 69,3% da dívida pública líquida). Mas a dívida social do Estado. 

A dívida não pode ser contida só pelo corte dos gastos sociais, e sim pela firme redução dos juros reais. As taxas de juros reais pagas pelo Tesouro são aguçadas pelo mercado financeiro. Analistas e gestores exageram nas expectativas inflacionárias das guerras (na alta dos derivados de petróleo), e agora com possíveis danos do El Niño, até aqui sem afetar o plantio das grandes safras.

Espalham medo para manter ganhos e a concentração de renda, com os juros reais da Selic que o Banco Central vem reduzindo. E travam o PIB com os escorchantes juros bancários que asfixiam famílias e empresas.

Nos Estados Unidos, que devem US$ 40,3 trilhões (130% do PIB), o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que a melhor saída para o endividamento é o crescimento. Além de defender a soberania, Lula sabe o que o Brasil precisa para voltar a crescer, com juros reais mais baixos.