Por nossa conta e risco

Por TARCISIO PADILHA JUNIOR

'A democracia vive também de percepção'
                                                                     Joaquim Falcão (2026)

 

"Há um acúmulo de razão na sociedade, que questionamos ou rejeitamos por nossa conta e risco", advertiu Roger Scruton.

Se nós não pudermos compreender a hierarquia de valores na vida em sociedade, como haver democracia no País?

Na realidade tangível da vida social, preocupa certa tendência à credulidade acrítica, relativamente às afirmações contestáveis.

Qualquer que seja a razão disso, muitos desconhecem realidades para além da que constatam na sua rotina diária.

Em sequência mecânica, desprovida de qualquer transição real, o importante e o trivial sucedem um ao outro nas manchetes.

Quando alguém presta atenção, irremediavelmente estará mais bem preparado para admirar o mistério do mundo.

Com esse exercício, de maneira continuada, as notórias tendências egoístas permanecem deslocadas - ou mesmo proteladas.

Sociedade democrática deve essencialmente constituir a esfera de livre associação entre indivíduos e instituições.

Hoje, a profissionalização das pesquisas de opinião permite conhecer o teor das opiniões sobre todas as questões cruciais.

Os resultados do debate e do compromisso precisam efetivamente expressar a necessidade política do momento.


Engenheiro, é especialista em gestão de pequenos empreendimentos