Uma concepção comum

Por TARCISIO PADILHA JUNIOR

'A razão persegue
o interesse prático'
                                       Gilles Deleuze (1963)



"Uma concepção comum do que seja forma de vida boa, capaz de ser reconhecida como autêntica" (Habermas).

Impõe avaliações verdadeiras aplicadas aos costumes e criações das diferenças culturais na vida em sociedade, processo civilizador por excelência.

O reconhecimento de diferenças culturais configura um desafio permanente na sociedade aberta e democrática.

Por complexas que possam ser as funções sociais na sociedade organizada em rede, intercâmbio entre pessoas basicamente exige interdependência.

Nas expressões e disposições da modernidade o esforço continuado do diálogo configura um processo político.

Um processo que exprime o acordo entre entendimento e razão, princípio irredutível para melhoria contínua da qualidade de eficácia das relações.

Para exercitar uma verdadeira atenção, é preciso abertura e sensibilidade que não acontecem automaticamente.

Caminho da compreensão apresenta alicerces bem mais sólidos do que opiniões reforçadoras de antagonismos, naturalizados nos dias que correm.

Um aproximar-se do concreto, o que o nosso olhar atento percebe nas situações em que manifestamos respeito?

Engenheiro, é autor de "Por Inteiro" (Multifoco, 2019)