Diversidade marca cerimônia de abertura da COP15 em Campo Grande
Por Fabíola Sinimbú - A cerimônia de abertura da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), em Campo Grande (MS), foi marcada, na manhã desta segunda-feira (23), pela diversidade de oradores e apresentações das comunidades tradicionais. Além de autoridades governamentais e do secretariado das Nações Unidas, representantes da sociedade civil e cientistas também discursaram sobre as expectativas para os trabalhos até o dia 29.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, abriu a cerimônia com um discurso de boas-vindas, no qual reafirmou que a união entre os países é capaz de promover avanços na proteção de espécies contempladas nos anexos da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês), bem como fortalecer ações transversais em temas como conectividade ecológica e mudança do clima.
“Nos próximos dias, teremos a oportunidade de lançar uma mensagem clara ao mundo: se trabalharmos juntos, é possível conciliar desenvolvimento e conservação; é possível gerar riqueza sem destruir o patrimônio natural que nos sustenta, promovendo assim um novo ciclo de prosperidade”, destacou.
Povos tradicionais
Após os discursos oficiais, indígenas do povo Terena realizaram a Dança da Ema, uma manifestação cultural sagrada e de resistência dessa população tradicional do Mato Grosso do Sul.
Representando a população quilombola, Adriana da Silva Soares destacou que o Pantanal é vida e ancestralidade para os povos tradicionais que ainda lutam pela demarcação e articulação de seus territórios, mesmo sendo os principais protetores do meio ambiente.
“Sem esse reconhecimento, nossas comunidades seguem vulneráveis, ameaçadas e invisibilizadas. Com o território tradicional ameaçado, não é apenas o povo que sofre, é todo o bioma que entra em risco”, declarou.
Povos tradicionais
Após os discursos oficiais, indígenas do povo Terena realizaram a Dança da Ema, uma manifestação cultural sagrada e de resistência dessa população tradicional do Mato Grosso do Sul.
Representando a população quilombola, Adriana da Silva Soares destacou que o Pantanal é vida e ancestralidade para os povos tradicionais que ainda lutam pela demarcação e articulação de seus territórios, mesmo sendo os principais protetores do meio ambiente.
“Sem esse reconhecimento, nossas comunidades seguem vulneráveis, ameaçadas e invisibilizadas. Com o território tradicional ameaçado, não é apenas o povo que sofre, é todo o bioma que entra em risco”, declarou. (com Agência Brasil)