Garcia 111, a nova joia imobiliária, o prédio mais alto de Ipanema

Edifício comercial com galeria de lojas será inaugurado em 2028

Por GILBERTO MENEZES CÔRTES - gilberto.cortes@jb.com.br

'Triplo A'

No mundo animal, o naturalista, geólogo e botânico britânico Charles Darwin criou a teoria da evolução das espécies, perpetuada pela sobrevivência dos mais fortes. No mundo dos negócios ocorre o mesmo. E o epicentro da mutação pode ser considerada a icônica rua Garcia D’Ávila, em Ipanema. A via acaba de perder lojas importantes, como a Animale Oro, mas ganhou outras e receberá o maior lançamento imobiliário da Zona Sul: o gigantesco Garcia 111. Considerado um empreendimento triplo "A". 


Investimento do fundo Opportunity Imobiliário, terá 23 andares corridos de 1.300 m2 e mais lojas e seis andares de garagens, sendo três subterrâneos, em parceria com a Construtora SIG. A entrega está prevista para o final de 2028/começo de 2029. Na Zona Sul, só o prédio do Rio Sul é mais alto, com 40 andares de escritório.

No momento, está sendo feita a concretagem das fundações na área inicial da Amsterdam Sauer, na Visconde de Pirajá. A renomada loja de joias foi comprada antes da pandemia e daria lugar a um prédio de 12 andares corridos para escritórios, como o da vizinha H. Stern.



Bônus do Reviver Centro
Mas os incentivos do projeto "Reviver Centro", pelo qual a Prefeitura deu, até 31 de dezembro, autorização para construir prédios de até 20 andares como bônus a quem investisse na revitalização do Centro do Rio,  levaram o Opportunity, que tem vários imóveis no Centro e mudou sua sede para o 14º andar do Forum de Ipanema, a investir pesado para comprar (e demolir) o prédio anexo de 12 andares da H.Stern, com frente para a Garcia D’Ávila.

Bota abaixo


O desmonte, ainda em curso, foi precedido pela demolição das antigas instalações da Nike (desativada em 2018), construídas em terreno da H. Stern, que mantinha um mostruário de gemas na esquina com Visconde de Pirajá.

Também houve a derrubada de outra loja da Amsterdam Sauer, que fazia divisa com o anexo de 12 andares da H. Stern. O Garcia 111 vai ter lojas e andares das duas joalherias, além de espaços para lojistas. Por ora, além da H. Stern na Visconde de Pirajá, a Garcia conta com a Sara Joias.

Quem fecha
O movimento de abre e fecha está em ebulição na Garcia D’Ávila. Fechou na semana passada a loja Animale Oro, entre a Vans e o restaurante Via Sete. A Animale Oro pertence ao Azzas, o maior conglomerado de moda do país, que já no final de 2024 fechou a loja de calçados Schutz, que é controlada pela Arezzo.

Quem abre
Mas se a loja de calçados ainda não tem comprador, seguem de vento em popa as obras de transformação da icônica Louis Vuitton em nova loja de três andares, ao lado da Farm ETC, loja de acessórios da marca de roupas que foi inaugurada com grande sucesso, ano passado, onde funcionou o Colégio PH.

Outra abertura, semana passada, foi da loja de vinhos Mistral, na Barão da Torre, 510, esquina de Garcia. Mas fechou a loja da Gávea, na Praça Santos Dumont.

E a Garcia D’Ávila, que, em 2025, ganhou duas lojas automatizadas do Bob’s e da Pizza Hut, ambas controladas pela Brazil Fast Food Corporation (BFFC), além de ganhar filial da Bee - bicicletas elétricas, abriu um escritório da Monte Bravo, boutique de investimentos.

Do outro lado da rua abriu as portas a Misci, de roupas femininas e moda praia.

E estão em fase de conclusão as obras para a loja Panô, que vai se mudar da Rua Visconde de Pirajá. E uma terceira futura loja está em transformação.