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No dia da Independência, Lula vai à índia para assumir a Presidência do G20

Será a primeira vez que o Brasil assume a Presidência rotativa do bloco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Na próxima quinta-feira (7), dia em que o Brasil completa 201 anos de Independência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para Nova Déli, capital da Índia, onde participará da Cúpula do G20, grupo que reúne as 19 nações de maior economia do mundo e a União Europeia, para assumir pela primeira vez na história a Presidência rotativa do bloco, algo inédito também para o Brasil. A comitiva brasileira embarca logo após o desfile cívico.

Atualmente, o G20 está sob o comando do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que deve ser quem entregará, de maneira simbólica, a Presidência ao petista em 10 de setembro. No mesmo dia, Lula fica à cargo do último discurso da cúpula, quando apresentará as prioridades e os desafios de assumir o cargo no encerramento do encontro. A reunião de líderes ocorre nos dias 9 e 10.

O mandato brasileiro será exercido de 1º de dezembro de 2023 até 30 de novembro de 2024. Como país ocupante da Presidência, o Brasil será responsável por organizar a próxima cúpula, que deve ocorrer em novembro de 2024, no Rio de Janeiro.

Durante a viagem à Índia, Lula participará de pelo menos três sessões temáticas, que abordarão os seguintes tópicos:

desenvolvimento verde sustentável;
meio ambiente e clima;
transições energéticas;
e global net zero, que é a ideia de emissão zero líquida de carbono.

Outros assuntos como crescimento inclusivo; cumprimento de metas dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS); saúde, educação, infraestrutura, transformações tecnológicas, reformas multilaterais e futuro do trabalho e emprego também estarão em pauta. O evento também terá reuniões bilaterais entre diferentes líderes.

Ao participar de um evento no Rio Grande do Norte, nesta sexta-feira (1º), Lula afirmou que o combate às diversas desigualdades sociais deve nortear sua participação na cúpula.

"Eu vou lá para discutir com eles uma coisa que me incomoda, eu quero discutir a desigualdade. A desigualdade de gênero, a desigualdade racial, a desigualdade no tratamento da saúde, no salário, a desigualdade de uma pessoa que come 20 vezes por dia e a outra que fica 20 dias sem comer", afirmou.

 

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viagem
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