Forças Armadas vão mobilizar 25 mil militares no segundo turno
Ação vai apoiar a Justiça Eleitoral em áreas de difícil acesso e incluir transporte de urnas e equipes
Cerca de 25 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica serão empregados para apoiar a Justiça Eleitoral no segundo turno das eleições, marcado para este domingo (25). A atuação foi definida a partir de solicitação da Justiça Eleitoral e de autorização presidencial, com foco em garantir tranquilidade ao processo de votação.
As ações incluem medidas de Garantia da Votação e da Apuração (GVA) em 306 municípios de 11 estados. Além disso, haverá apoio logístico em outras 39 cidades de oito unidades da federação, principalmente em localidades onde o acesso é mais difícil e a infraestrutura é limitada.
Transporte de urnas e apoio logístico
Além da presença em pontos definidos pela Justiça Eleitoral, os militares também serão responsáveis pelo transporte de urnas eletrônicas, equipamentos, materiais e equipes eleitorais. Para isso, serão usados aeronaves, helicópteros, embarcações e viaturas, reforçando a cobertura em regiões remotas.
O apoio alcançará comunidades rurais, áreas ribeirinhas, terras indígenas e outras localidades com desafios de deslocamento. A estratégia busca assegurar que o pleito ocorra com normalidade, sem interrupções no envio de materiais e na chegada das equipes aos locais de votação.
Coordenação integrada da operação
As ações serão realizadas de forma integrada entre a Justiça Eleitoral, o Ministério da Defesa, as três Forças Armadas e órgãos de segurança pública. Os pedidos de apoio partem dos tribunais eleitorais, que também articulam com os comandos militares o detalhamento das atividades em cada região.
A coordenação nacional ficará sob responsabilidade do Centro de Operações Conjuntas, em Brasília, em articulação com os Comandos Conjuntos ativados para a operação. Participam da estrutura os comandos Amazônia, Amazônia Oriental, Nordeste, Planalto, Oeste e Leste, além do Comando de Operações Aeroespaciais, encarregado dos meios aéreos durante o pleito.
Objetivo da operação
De acordo com o Ministério da Defesa, a presença militar tem como finalidade contribuir para a preservação da ordem pública, a normalidade da votação e da apuração dos votos e o livre exercício do voto. A atuação ocorre apenas dentro dos parâmetros solicitados pela Justiça Eleitoral e autorizados pelo governo federal. (com informações da Agência Brasil)