Há 19 variantes de covid-19 circulando em São Paulo, diz mapeamento do Instituto Butantan

Segundo instituto, maior parte da concentração de variantes se encontra na Grande São Paulo seguida por cidades do interior do estado

Folhapress / Cris Faga
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Os dados apresentados foram coletados de janeiro até o dia 29 de maio, segundo o site do Butantan.

Até o momento, a variante P.1, originada no Amazonas, continua a ser a maior estirpe do vírus detectada no estado, sendo responsável por 89,9% dos casos. Seguida pela B.1.1.7 (Reino Unido), com 4,2%, e pela B.1.1.28 (que deu origem à amazônica), com 3,5%.

"Foram sequenciados 4.812 (0,58%) genomas completos de 834.114 (39,2%) casos positivos", informou o Butantan.

Os dados são obtidos por meio do sequenciamento genômico de parte dos testes com resultado positivo realizados pelo instituto e por laboratórios que integram a rede.

De acordo com o levantamento, a Grande São Paulo teve o maior número de variantes identificadas, totalizando 13. As duas cidades com mais casos de cepas diferentes foram Sorocaba, apresentando oito variantes, seguida por Campinas, com sete.

O Butantan declarou que pretende fazer mapeamentos semanais para acompanhar as frequências absolutas e relativas das linhagens do SARS-CoV-2 por Departamentos Regionais de Saúde (DRS) do estado, com o intuito de apontar quais regiões têm mais diagnósticos e quais tipos de cepas foram encontradas.

Até o momento, no estado de São Paulo, foram confirmados 3.487.385 casos de COVID-19 e 119.110 óbitos, segundo o boletim do governo do estado.