Telemedicina é tendência também em cirurgia plástica

Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, especialista Leandro Faustino destaca crescimento de até 50% nos atendimentos virtuais, mas há limitações no que pode ser conduzido remotamente

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Conveniência, agilidade, medidas de proteção e isolamento social. Estes são alguns dos principais fatores que levam hoje cada vez mais pessoas a aderir à telemedicina. Regulamentada no início da pandemia no Brasil, a prática vem crescendo em todas as especialidades. Levantamento da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) mostra que, no segundo semestre do ano passado, 60% dos hospitais consultados realizou até um terço dos atendimentos neste formato, enquanto para 40% esse patamar atingiu até a metade, com expectativa de mais expansão em 2021.

No segmento de cirurgia plástica não é diferente. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o especialista Leandro Faustino revela um crescimento de 50% no teleatendimento, chegando a representar hoje até 40% das consultas realizadas. 

“Além da segurança em meio às restrições sanitárias, a consulta on-line permite agilizar o processo de agendamento e preparo para as cirurgias, o que contribui com a otimização do tempo do paciente, por isso houve essa grande procura”, destaca Faustino. “É importante ressaltar que o teleatendimento é reservado para o primeiro contato, onde o paciente apresenta suas demandas e pode tirar dúvidas, definir o tipo de cirurgia e pré-agendar a data”, aponta. “Depois os exames pré-operatórios até podem ser enviados por formato digital, mas o segundo atendimento precisa ser obrigatoriamente presencial, um ou dois dias antes do procedimento, onde examinamos novamente as condições de saúde e revisamos os últimos detalhes."

Faustino ressalta que, mesmo após a consulta, a tecnologia possibilita que o médico continue disponível digitalmente para o paciente, seja via aplicativo de mensagens ou nas redes sociais. O especialista, que além da clínica própria atua nos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, em São Paulo, lembra ainda que o recurso da telemedicina expandiu as fronteiras, inclusive para fora do Brasil. “Distância não é mais barreira, por exemplo, para quem mora em outras localidades e aproveita as férias por aqui para fazer sua operação, hoje de cada 10 consultas que faço, quatro são on-line, sendo que duas dessas são internacionais”, afirma o cirurgião. “Isso não é surpresa, já que o Brasil é referência nessa área”, indica. “Tive a oportunidade de estagiar e acompanhar de perto o trabalho dos maiores hospitais do mundo, como o Massachusetts General Hospital, Harvard Med EUA e Allgemeines Krankenhaus, na Áustria, e posso afirmar, seguramente, que temos no país hospitais mais equipados e avançados do que a maioria dos melhores do mundo”, completa o especialista, que já atendeu e realizou procedimentos em pacientes de mais de 15 países, entre eles Emirados Árabes Unidos, Alemanha, Austrália, Rússia, Nova Zelândia e Estados Unidos.

Sobre Leandro Faustino

Formado em medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e com residência em cirurgia plástica na Unifesp, passou parte de sua residência no mundialmente famoso Massachussets General Hospital, da Universidade de Harvard, nos EUA. Dr. Leandro Faustino coleciona especializações em instituições renomadas brasileiras e internacionais que possibilitam que ele realize com excelência mais de 30 procedimentos estéticos e de reconstrução. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.