'Live' de ginecologia e obstetrícia aborda cirurgia minimamente invasiva

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A Regional de São José do Rio Preto da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (Sogesp) promove nesta terça (20), às 20h, uma "live" para debate sobre cirurgias minimamente invasivas. Vai compartilhar com os médicos especialistas os mais atuais conteúdos sobre as técnicas em expansão no Brasil, qualificando, por consequência, a assistência à mulher.

Em ocasiões específicas, cirurgias minimamente invasivas, como a laparoscopia e a robótica, são indicadas em tratamentos ginecológicos, como endometriose, miomas uterinos, câncer genital, histerectomia (retirada do útero), laqueadura tubária, cistos ovarianos e de prolapsos genitais.

Giuliano Moysés Borrelli, ginecologista com pós-doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, esclarece que “a laparoscopia é realizada por meio de duas a três pequenas incisões de 5mm, por onde as pinças cirúrgicas são introduzidas na paciente, e outra, de 10mm, habitualmente na região da cicatriz umbilical, na qual é introduzida a óptica. Já na cirurgia robótica, utilizamos de três a quatro incisões de 8mm cada”.

Ele afirma ainda que “a robótica é um avanço tecnológico da técnica laparoscópica, também sendo denominada de laparoscopia robô-assistida. Na cirurgia robótica, as pinças são acopladas a braços robóticos e controladas pelo cirurgião em um console, separado da paciente; na laparoscopia, uma das diferenças é que as pinças cirúrgicas são controladas diretamente pelas mãos do cirurgião e assistentes”.

O professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, Guilherme Spagna Accorsi, traz argumentos sobre as vantagens do procedimento minimamente invasivo:

“Proporciona menor trauma cirúrgico e menos sangramento, além de recuperação cirúrgica mais rápida, menos dolorida e com poucas cicatrizes. A metodologia reduz a taxa de infecções”.

A laparoscopia é utilizada no Brasil desde os anos 80. Entretanto, a cirurgia robótica só ganhou força em 2010. Por essa razão e pelos custos envolvidos, Giuliano Borrelli crê ser considerável ainda o número de centros médicos e hospitalares que não possuem esses recursos. Especialmente, os da cirurgia robótica.

Para acompanhar, acesse aqui. Transmissão restrita a médicos e estudantes de Medicina. Mais informações: (11) 3884-7100 e pelo e-mail: [email protected]