Hiperidrose - suor excessivo que tanto incomoda tem tratamento

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A Hiperidrose é uma condição em que há produção excessiva de suor pelas glândulas sudoríparas que, nesse caso, são hiperfuncionantes.

“A hipótese mais aceita é uma alteração no funcionamento do sistema nervoso autônomo, que teria como fatores de piora: fatores emocionais, genéticos e atividade física. Os hormônios não parecem desenvolver papel importante na hiperidrose, a não ser que haja alguma doença endócrina ( hiperidrose secundária)”, detalha a dermatologista Dra. Fabiana Seidl, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

“Os estudos mais recentes demonstram que homens e mulheres são igualmente afetados com o suor excessivo. A diferença é que as mulheres procuraram mais o tratamento, principalmente quando a hiperidrose é axilar”, explica Dra. Fabiana.

A médica explica que a hiperidrose pode ser classificada em primária focal e secundária generalizada. “A primária focal possui fator genético envolvido, acomete cerca de 5% da população e caracteriza-se pelo início dos sintomas na infância ou adolescência, com queixa de suor excessivo em áreas como axila, palmas das mãos, plantas dos pés, couro cabeludo, face e virilha. Já a secundária generalizada tem início na idade adulta, caracteriza-se por produção de suor em excesso em todo o corpo, inclusive durante o sono, e está associada à alguma doença ou como efeito colateral de medicação”, detalha Dra. Fabiana Seidl.

A Hiperidrose não tem cura, mas tem tratamento. “Para tratar a hiperidrose, em primeiro lugar precisamos determinar se existe alguma doença ou medicamento que esteja precipitando essa condição, já que o tratamento será direcionado para a causa base”, alerta a médica.

“Nos casos de hiperidrose primária focal podemos utilizar desodorantes antitranspirantes a base de sais de alumínio para os casos mais leves. Particularmente, gosto muito do tratamento com toxina botulínica para os casos de hiperidrose focal moderada, podendo ser utilizada nas mãos, pés, axilas e couro cabeludo com ótimos resultados, porém com duração de 6 a 9 meses sendo necessário manter as aplicações nesses intervalos. Para os casos mais graves, que não respondem a tratamentos clínicos, pode ser necessário o tratamento cirúrgico( simpatectomia torácica endoscópica). Essa cirurgia geralmente é indicada para hiperidrose palmoplantar, porém possui como inconveniente o risco de vir a desenvolver hiperidrose compensatória em outra parte do corpo. Todos os tratamentos devem ser avaliados em termos de riscos, custos e benefícios junto ao médico assistente”, detalha Dra. Fabiana.