Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

Sol Maior

Pumeza Matshikiza, a diva do futuro

Maria Luiza Nobre

Após um belíssimo recital, para convidados , na abertura do Projeto Ópera na Tela, no Parque Lage,  sobe ao palco da Sala Cecília Meireles, na próxima quarta-feira, dia 1º, às 20h, a soprano sul-africana Pumeza Matshikiza, que visita pela primeira o Rio de Janeiro. 

A bela artista cresceu em comunidades perto da Cidade do Cabo, onde somente os negros viviam durante o apartheid, época em que freqüentou a escola, a Homba Public Primary School, onde para sua sorte, os professores gostavam de música, mas mesmo assim ela sabia que o ambiente em que vivia não tinha nenhuma segurança, o que marcou a então criança. Lembra sempre dos tiroteios e confusões, mas o que tinha em seu pensamento mesmo era sobreviver e realizar seu sonho de adolescente de viajar pelo mundo. 

Pumeza Matshikiza, a diva do futuro
Pumeza Matshikiza, a diva do futuro

Cantou no coro da escola e após ouvir música clássica, no rádio, achou lindo a mescla das vozes e da música. Estudou no South African College of Music e sua sorte foi lançada quando participou das Confissões do compositor sul-africano Kevin Volan Zeno, que se transformou em seu amigo e incentivador, a tal ponto que ele deu uma passagem para Pumeza ir para Londres, na Inglaterra, para  fazer uma audição no Royal College of Music e o final foi feliz para a artista, que ganhou uma bolsa de estudos, e permaneceu na célebre escola por três anos. Após essa experiência uma nova nuvem de sorte e mais uma audição, dessa vez, para os jovens artistas da Royal Opera House e a sorte continuou ao seu lado, e Pumeza seguiu para Stuttgart, onde canta na Ópera Estatal e foi a cidade onde assinou seu primeiro contrato de gravação com a Decca. 

Seu primeiro disco foi gravado em Londres, exatamente nos estúdios Abey Road, e o melhor é que a artista tem total percepção sobre sua escalada na vida. O começo do seu  merecido sucesso aconteceu quando ganhou o primeiro prêmio no concurso de canto Veronica Dunne em Dublin, em 2010, fato que foi definitivo para o começo de sua carreira internacional.

Entre seus títulos de gravações está o álbum, Voice of Hope, lançado em 2014, em que homenageia sua terra natal. O bairro onde cresceu e as dificuldades também, fazem parte de seu passado. 

Pumeza é reconhecida no mundo da ópera por ser dona de uma voz aveludada, uma verdadeira maravilha, elegante ao cantar, uma verdadeira diva que as platéias no planeta já reverenciam e nós apreciamos e aplaudimos com louvor em sua primeira apresentação no Rio. 

No recital para o público, a soprano terá a participação ao piano de Priscila

Bomfim, e no programa, uma perfeição para sua voz, serão ouvidas páginas de Gabriel Fauré, Reynaldo Hahn, Fernando Obradors, Antonín Dvořák, Maurice Ravel, e Alfredo Catalani. 

Ingressos e informações: 2332-9223

Sala Cecília Meireles

Largo da Lapa, 47 – Lapa

Tags: luiza, maior, maria, nobre, sol

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