Jornal do Brasil

Terça-feira, 27 de Junho de 2017

Sol Maior

Concertos de Verão no Rio

Maria Luiza Nobre

As aberturas das temporadas de concertos no Rio de Janeiro só eram realizadas a partir de março de cada ano, fato que foi, de certa maneira, mudado pela realização dos Concertos de Verão da Série Música no Museu, que pontificou com seu público fiel, lotando as salas de concertos durante a temporada do verão escaldante dessa cidade, sempre maravilhosa. Ainda bem que tinham os concertos da série, criada por Sergio da Costa e Silva, porque foi resolvido o hiato que havia sido criado pela ausência de eventos de música clássica de janeiro a março, quando a cidade está lotada de turistas, além de ser importante para o Rio mostrar que a cultura aqui existe o ano inteiro. É com muita alegria, que podemos informar, que temos concertos no começo do ano !

Como sempre clica na foto abaixo e o melhor da música clássica sempre estará aqui para a apreciação dos leitores. Boa semana!

FESTIVAL Rc4

O festival Rc4 foi criado há dois anos, exatamente em janeiro de 2015, pelo professor e pianista Claudio Dauelsberg,que é o curador do evento, com o objetivo de unir a música clássica e tendências tecnológicas, além de trazer ao Brasil os nomes mais representativos dessa nova geração e fazer uma pesquisa muito especial e minuciosa para a edição de 2017. Trará ao Rio de Janeiro o saxofonista e cantor-tenor norueguês Hakon Kornstad , jazzista que decidiu largar a carreira de se dedicar ao canto lírico fará o espetáculo Tenor Battle, onde coloca os dois lados musicais no palco, sax e canto tenor. Ainda  o intérprete e músico alemão Gregor Schwellenbach , compositor com três óperas publicadas e multi-instrumentista;  o quarteto de cordas suíço, Kaleidoscope String Quartet , que provoca o público com  uma performance eletrizante e espontânea,  fugindo do lugar comum em se tratando da formação; o músico e pianista inglês Klavikon , cuja técnica de piano representa um novo degrau para o experimento - com peças eletrônicas invadindo todo o interior do piano ele radicaliza com subgrave transformando a apresentação em uma experiência intensa e faz o acústico soar  Tecno ou Dub; e, por fim, o Fábrica Orquestra sexteto brasileiro formado por quatro baixos e duas percussões, que se arrisca nessa formação insólita em solo brasileiro.

 “São artistas que soam fora da curva, de alto nível de performance e de coragem para quebrar padrões em um área com tradições centenárias fortemente estabelecidas. Abrimos uma nova porta para a edição 2017, em um leque que transcende a música de concerto, explorando tecnologias, teatro, temas contemporâneos como projeções através de Drones, questões do abuso poder, questões femininas no ambiente de trabalho, entre outros caminhos. Isso tudo, por exemplo, está nos libretos das 3 óperas do alemão Gregor Schwellenbach , que  usa formações eletrônicas tipo Kraftwerk”, ressalta Claudio. O Festival tem a missão de apresentar essas novas experiências no segmento da música clássica para público brasileiro. “Ratificamos a parceria do Oi Futuro com a ideia de ocupar novos espaços alternativos à sala de concertos tradicional e a formação de novas plateias, com apresentação de um panorama do que acontece pelo mundo contemporâneo na área clássica com tecnologia e interação com outros meios, como as artes visuais. Além disso, o público está interessado em absorver o novo, o que nos deixa muito confiantes para seguir adiante.”, conclui Cláudio, que é pianista, arranjador, compositor, educador, produtor musical e integrante do grupo PianOrquestra.

Programação

27 de janeiro às 21h

 

Klavikon , Inglaterra e Gregor Schwellenbach , Alemanha

Quando Leon Michener - mais conhecido como Klavikon - se senta ao piano não espere ouvir Chopin e Debussy. Ele toca piano como um DJ maneja sua pick up: as batidas e grooves tem acompanhamento melódico usando apenas suas mãos e pés. Para isso, o músico ajusta o interior do piano equipamentos tecnológicos, acrescentando fiação e cabos. Desta forma consegue  brincar com as cordas e manipular a placa de som em sua própria plataforma de efeitos. O resultado é uma performance familiar ao que vimos num jazzclub ou numa sala de concerto, com influências de Kraftwerk e Tangerine Dream, utilizando técnicas de Cage e Stockhausen.

O compositor e intérprete alemão Gregor Schwellenbach transita entre o pop e a música contemporânea. Além de tocar 12 instrumentos, aciona softwares como Ableton Live, Electrified Music Box, Talk Box, entre outros. Gregor realiza programações musicais para grandes espetáculos além de compor para o cinema, a televisão e teatro. A criatividade do compositor alemão surpreende: vai da criação de oratórios, óperas sobre drones, loopstations e samplers aos arranjos para formações clássicas de obras techno do Kompakt Techno Classics. Seu gosto por conceitos subversivos, seu delirante impulso lúdico e sua coragem, se juntam a melodias que cativam instantaneamente, conectando-o à vanguarda da música deste início de século. Gregor é artista da tradicional gravadora Kompakt.FM, que atua a mais de 20 anos no mercado da música eletrônica alemã. Schwellenbach se considera parte de uma de uma geração que absorveu influências de Kraftwerk e outras potências da música eletrônica alemã. Pode parecer um desencontro, mas os resultados são inspiradores.

28 de janeiro às 21h

Kaleidoscope String Quartet , Suíça

O quarteto de cordas suíço Kaleidoscope String Quartet (KSQ) explora novas atitudes para esta formação percorrendo uma  trajetória inovadora.  O quarteto definiu sua própria linguagem musical eliminando habilmente as fronteiras da música clássica e explorando constantemente os laços conjuntivos a outros gêneros musicais, como pop e rock. Eles se consideram mais como uma banda do que como um quarteto clássico e sobem ao palco sem estantes de partitura. O KSQ, com sua performance eletrizante, alia  espontaneidade e proximidade com o público, criando um canal de comunicação musical único, unanimemente elogiado pela crítica internacional. O quarteto elimina habilmente as fronteiras da música clássica e explorando laços conjuntivos com pop e rock, com  uma performance eletrizante, alia  espontaneidade e proximidade com o público, criando um canal de comunicação, unanimemente elogiado pela crítica internacional. Como vencedores do Prêmio ZKB-Jazz 2012, o quarteto prova que um "conjunto clássico" tradicional também é capaz de se posicionar dentro da área do jazz. O jornal Daily News Zurique destacou que "nunca na história do Prêmio ZKB-Jazz houve um grupo vencedor que ganhou esse prêmio com tão curto tempo de carreira". O KSQ  já atuou em festivais como Lucerne Festival, Murten Classics, Cully Jazz, Festival Jazz Willisau, Langnau Jazz Nights e em clubes de jazz de renome como Moods Jazz Club Zurique, BeJazz Berna, Jena Baths entre outros.

Ingressos e informações: 3131 – 9333

Oi Futuro Ipanema – Teatro

Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema

MÚSICA NO MUSEU 

Encerrada no dia 28 de dezembro depois de realizar 478 concertos em 2016, a Série Música no Museu  recomeçou seu hábito de fazer concertos de verão, aliás todos com recorde de público, apesar do calor, e realizados em lugares muito bem climatizados, o que garante o conforto.

Dia 31, às 18 hs

Bhia Tabert ,voz e  Jessica Berdet , voz e violão

Programa: Quando os rios se encontram

Museu do Exército- Forte de Copacabana

Praça Coronel Eugenio Franco 1- Copacabana

Entrada Franca

SIMPÓSIO

13 a 17/02, de 9h30 as 12h30

Cine Arte UFF

Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói - RJ

Entrada: gratuita, mediante inscrição.

O I Simpósio Música e Pesquisa da Orquestra Sinfônica Nacional UFF (SIMUPE), será realizado de

13 a 17 de fevereiro, no Cine Arte UFF.

O objetivo do encontro é apresentar as pesquisa sobre práticas interpretativas , promover o debate entre os diversos grupos profissionais e divulgar os produtos resultantes das investigações realizadas nestas áreas. Nesta primeira edição, serão apresentados os trabalhos desenvolvidos por músicos da Orquestra Sinfônica Nacional UFF, no âmbito de cursos de pós-graduação.

A OSN UFF é a única orquestra pública brasileira formada exclusivamente por músicos profissionais que fazem parte do quadro de servidores de uma Universidade Federal, especificamente com tal atribuição. Um número expressivo dos integrantes da Orquestra são especialistas, mestres ou doutores, que têm a música como ponto de referência para suas pesquisas.

As pesquisas em música, realizadas por músicos sinfônicos, constituem um campo de investigação recente no cenário nacional das pesquisas acadêmicas em artes.

As apresentações dos trabalhos, em uma das três modalidades: recitais-conferência, apresentação artística ou artigos, serão gratuitas e abertas ao público. Aqueles que quiserem assistir deverão se inscrever em formulário próprio, disponível no site do Centro de Artes, de 23 de janeiro a 08 de fevereiro.

A programação do Simpósio estará disponível no site www.centrodeartes.uff.br.

Maiores Informações: 3674-7527

 

Tags: Luiza, coluna, maior, nobre, sol

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