Jornal do Brasil

Sexta-feira, 22 de Junho de 2018 Fundado em 1891

País - Sociedade Aberta

Vários assuntos

Jornal do Brasil Celso Franco

A semana que passou foi pródiga em assuntos para o nosso encontro semanal. Para variar, mais uma descoberta do vergonhoso conluio entre a Fetranspor e ilustres representantes do povo, com assento na nossa Assembleia Legislativa, como deputados estaduais. Pobre Rio que ainda consegue respirar, creio que por instrumentos. Sobre este assunto que a todos muito mais do que revoltar, enoja, não vou mais falar, uma vez que já disse tudo, em artigos anteriores, a fim de que esta vergonha seja eliminada, para o bem de 70% da população que utiliza este tipo de transporte, o ônibus.

Não bastasse este escândalo, outro absurdo vem a público, que é e ameaça de ser interrompida a ligação por BRT, entre a Barra e Campo Grande, imensa melhoria, herança dos Jogos Olímpicos, por falta de segurança!!! De há muito a Secretaria de Segurança já devia mudar de nome para Secretaria de Insegurança, face à sua ação atabalhoada. Não entende que estamos vivendo uma guerra civil com o poder paralelo do tráfico e, não se pode mais tomar medidas que atendam aos direitos humanos, uma vez que “guerra é guerra”. O número elevado de policiais mortos, da brava Policia Militar, está a reclamar alguma ação efetiva que reaja a esta situação que mantém a população prisioneira, em seus lares, durante a noite.

Como notícia agradável o fato que constatei, viajando de automóvel, cerca das 19 horas, da segunda-feira que passou, desde o Iate Clube, até a Barra, encontrando, nos grandes eixos viários, a partir de Copacabana, até a Barra, todos os semáforos verdes. Foi uma demonstração de eficácia, da CET Rio, da qual fui o seu primeiro presidente, regulando os semáforos, conforme os recursos disponíveis. É fácil entender que, quando existem seis cruzamentos, no mínimo, no eixo principal abertos ao mesmo tempo, as vias alterais têm o seu escoamento prejudicado. Por causa desta deficiência, não se pôde regular este deslocamento, com “ondas verdes", onde os semáforos abrem em sequência, conforme o grupo de carros “surfando” nesta onda os encontra abertos ao atingir os cruzamentos, mantendo a velocidade ótima para o maior aproveitamento da capacidade viária. De qualquer forma, foi gratificante poder no percurso que fiz, graças também ao esvaziamento de carros, fruto da Linha Quatro do metrô, fazê-lo em apenas 50 minutos.

Aconteceu também, um artigo do Professor da Coppe, engenheiro Paulo Cesar Ribeiro, na grande mídia, chamando a atenção para os responsáveis pelo elevado número de acidentes ocorridos, exatamente num período em que a ONU recomenda uma drástica redução destes infaustos acontecimentos. O assunto é complexo demais para não merecer um artigo exclusivo para ele mas, posso adiantar–lhes que faz mais de dez anos encaminhei um projeto de segurança para as estradas, altamente profissional, onde ocorre a maioria dos acidentes, fruto do mau condicionamento, fruto da má sinalização urbana, no seu papel de condicionar o motorista, que irá falecer nas rodovias. Evidentemente não obtive nem resposta. Como adiantamento do que vou comentar em outro artigo, somente dedicado a este assunto fundamental para um país ser considerado civilizado ou não. Será abordado o fracasso do nosso Código de Trânsito, altamente punitivo e pouco educativo, como se sinalizar as estradas prevenindo o falso sentimento de segurança que os carros modernos oferecem, o aprimoramento correto da fiscalização da Lei Seca e, muito mais. Até lá.



Tags: celso franco, cet-rio, cidade, mobilidade, rio de janeiro, sociedade, trânsito

Compartilhe: