ASSINE
search button

Em defesa da democracia: todo apoio à Argentina

Compartilhar

A história da Argentina – como a de todos os países da América Latina – tem sido a de luta permanente pela construção da nacionalidade, contra forças externas e internas. Sábado, ao falar na data da independência de seu país, a Presidente Christina Kirchner lembrou os dez anos de retorno do peronismo ao poder, fazendo um balanço dos resultados sociais e econômicos obtidos por ela e pelo seu marido nesse tempo. Ao contrário do que se esperava, ela não se referiu aos inimigos políticos, que continuam se articulando, com o objetivo de encurtar o seu mandato, que só termina em 2015.

Como ocorreu no passado, e provavelmente venha a ocorrer no futuro, as dificuldades que a presidente enfrenta hoje não se devem às circunstâncias normais da História. São construídas pelos que se sentem prejudicados por sua política social, que se funda no peronismo histórico, isto é, na ação política de Eva Perón.

Tal como seu marido, Christina tentou reabilitar o peronismo da decadência ideológica iniciada por Isabelita Perón e seu governo de violência - mediante a Tríplice A, criada por Lopes Rega. Isabelita foi deposta pelos militares, com a ditadura que ensangüentou o país. Com o fim do regime militar, os governos sucessivos não conseguiram controlar a economia.   Identificando-se como peronista, Carlos Menem aderiu ao neoliberalismo e fez o mais desastroso dos governos pós-militares, ao privatizar as empresas estatais, arrochar os trabalhadores e mergulhar a Argentina no caos econômico.

Christina teve a coragem de continuar enfrentando, depois da morte do marido Nestor Kirchner, os interesses das multinacionais – em sua maioria espanholas - e de propor legislação contra o monopólio da informação, exercido por um cartel de empresas, capitaneado pelo grupo de El Clarin. Ao mesmo tempo não se desviou de sua política social de ajuda aos mais pobres.

A articulação golpista na Argentina vem sendo denunciada pela imprensa alternativa e pelos sites da internet, sobretudo nas últimas horas, depois da morte, na prisão, do ex-ditador do país, o general Jorge Videla.

Diante disso, é necessária a solidariedade ativa do Brasil para com a Presidente Christina Kirchner. A ameaça à democracia, em qualquer país da América do Sul, atinge todos os outros.