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Nova educação

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*Filósofo, educador e consultor

Todos nós almejamos a educação renovada. A insegurança parece generalizada porque o sistema é tradicionalista e sustentáculo da própria intransigência. Aparentamos  trilhar caminhos ao relento da segurança na conquista de objetivos nem sempre confiáveis. Alertamos para a carência de uma cidadania que congregue dignidade, respeito, sentimento, compaixão, solidariedade.

Como consequência, devemos aniquilar o egoísmo, a indiferença, as injustiças, a corrupção, a banalização de fatos graves, etc.

É importante diferenciar educação de instrução. É dever primordial dos pais educar seus filhos para uma convivência saudável, respeitosa e capaz  de propagar  uma tolerância digna e nobre na promoção de mudanças fundamentais, para a preservação e valorização da dignidade humana.

Compete à escola a promoção  de instrução coerente, reflexiva, facilitadora de novas oportunidades condizentes com descobertas  “científicas” em benefício do progresso. humano. Compete, também, à escola a promoção do sistema educacional em consonância com os pais, visando à  cidadania, à ética e à convivência afetiva.

Infelizmente, são muitas as carências que impregnam o sistema e que impossibilitam o  atendimento dos objetivos elevados de convivência harmoniosa. Carecemos de preparo cultural e emocional para um  desempenho  consciente no dinamismo educacional  acelerado e de atitude  adequada  às variantes aliciadoras de  cobranças generalizadas. 

Estamos cientes das exigências dos educandos, crianças e  jovens modernos. Se pretendermos educar nos moldes de décadas anteriores, o desafio das mudanças reais será banalizado e relegado à insignificância. Carecemos, seriamente, de referenciais convincentes  de honestidade, solidariedade, compaixão, amor etc, que encantem  o educando. O sistema educacional vigente  atua através do autoritarismo, da imposição, da  desqualificação, do medo, principalmente fantasioso.

Sabemos que a imposição não educa no sentido pleno da palavra, mas condiciona à adoção de determinados valores, no  intuito  de adaptação ao meio, e não como  conscientização de um  projeto pessoal do educando. Esse resultado caracteriza o uso e abuso de paradigmas externos, e a preocupação  constante, muitas vezes, neurótica com erros e defeitos alheios. Se pretendermos atender aos reclamos de uma sociedade decepcionada, combalida e sem esperança  na educação vigente, torna-se premente promover mudanças radicais na filosofia básica da educação.

As mudanças atingirão os objetivos específicos de transformação se tiverem como sustentáculo os paradigmas internos e a imediata  vivência  dos estímulos positivos. Por sua vez, o educador estará impregnado de entusiasmo  pela causa educacional, porque sente a validade do idealismo em prol da grandeza do ser humano.

De imediato, os resultados benéficos e compensatórios surgirão espontâneos e alentadores para início de novas caminhadas. E o encanto do educador, com a  visão  da educação transformadora, propaga entusiasmo e desperta  apáticos, indolentes e indiferentes  para  o verdadeiro atletismo educacional.