Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

País - Sociedade Aberta

O povo ama os militares

Lula entendeu o papel dos militares, os serviços prestados e, de certa forma, os prestigiou ao longo de seus mandatos

Jornal do BrasilAristóteles Drummond

Os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro trouxeram à tona a realidade de que o brasileiro entende, respeita e prestigia seus militares. Todos os que lidam com esta classe, que é numerosa, sabem que a norma é o respeito, a dignidade e a vocação para servir. Amparados em valores fundamentais para que uma nação se faça respeitar: austeridade, dignidade e compostura. A começar pelos seus próprios, que, mesmo sem verbas, estão sempre pintados e limpos. Nos oficiais e funcionários civis, a vestimenta é sempre correta, assim como a apresentação pessoal.

Os militares desenvolvem um papel importante no atendimento às populações ribeirinhas na região amazônica, por exemplo, em que tudo depende da Marinha ou da Aeronáutica. As fronteiras terrestres entregues ao Exército, que poderia ser mais bem aproveitado no combate ao contrabando de drogas e às invasões de nosso território por criminosos de países vizinhos. Mesmo nos grandes centros, não foram poucas as vezes em que foram às ruas para a preservação da ordem e do respeito.

O presidente Lula entendeu o papel dos militares, os serviços prestados e, de certa maneira, os prestigiou ao longo de seus dois mandatos. Barrou manobras revanchistas que certamente desaguariam em crise desgastante.

Agora, vamos precisar dos militares mais uma vez. Já são muitas as frentes de obras confiadas a regimentos de engenharia do Exército, como a Cuiabá–Santarém, talvez a mais importante estrada em pavimentação no Brasil atualmente. E, para atender a Copa de 14, certamente deveremos ter tropas treinadas para ajudar as polícias estaduais durante o período do evento. A mais, vamos ter de aprovar na ONU o aumento de nossa plataforma continental, onde temos direito assegurado, antes que aventureiros venham pescar em nossas águas profundas o nosso petróleo. E a Marinha do Brasil é a autora dos estudos, assim como foi do presidente Emílio Médici a coragem de fixar as 200 milhas e não dar ouvidos aos protestos de grandes nações.

O governo concluirá que a questão dos aeroportos passa pela Aeronáutica, que sempre atuou com competência nesta área. As coisas degringolaram depois que a Infraero passou à esfera civil e o DAC virou agência reguladora. E tudo isso com amplo respaldo popular, mas com os protestos dos recalcados de sempre, gente deformada intelectualmente. O Brasil, entretanto,  é maior do que eles.

O regime militar, que tantos criticam, merece reparo pelo excesso de zelo do Marechal Castelo Branco, que afastou os militares da carreira política, criando uma série de obstáculos. Até então, o Parlamento brasileiro sempre contou com a presença de ilustres militares. Nos anos 50, por exemplo, o Rio de Janeiro, capital federal, chegou a ter três senadores militares – os generais Gilberto Marinho, que presidiu o senado e exerceu dois mandatos, Napoleão de Alencastro Guimarães e Caiado de Castro. Grandes deputados, como José Costa Cavalcanti, de Pernambuco, Menezes Cortes, Mendes de Morais e Amauri Kruel, do Rio. No antigo estado do Rio, a figura maior foi o Almirante Amaral Peixoto, mas também tiveram governadores, como os generais Macedo Soares e Paulo Torres. Logo, militar é uma coisa; ressentimento de gente que no passado errou, e errou feio, é outra.

 

*Aristóteles Drummond é jornalista

 

Tags: opinião

Comentários

3 comentários
  • Braz dos Santos, Blumenau - SC
    Braz dos Santos, Blumenau - SC

    O que teria sido do Brasil, se os militares não tivessem agido em 1964. Certamente, ninguém pode aprovar a vilência utilizada muitas vezes de forma draconiana. Mas temos que entender, também, que os militares estavam respondendo àqueles que pegaram em armas e aderiram à guerrilha, não com o objetivos democráticos, mas para implantar no Brasil uma ditadura de esquerda. Eu só faço uma pergunta. Muitos ex terroristas e perseguidos políticos estão sendo indenizados com valores abslutamente despropositados. Por que não ser mais justo, e indenizar, igualmente, aqueles militares que foram vítimas dos insurgentes? Está havendo dois pesos e duas medidas.

  • Jose da Conceição Moura, Cachoeiras de Macacu
    Jose da Conceição Moura, Cachoeiras de Macacu

    Ja que o Presidente entendeu o papel dos Militares , só falta agora fazer a nossa ISONOMIA.

  • Cidadão,
    Cidadão,

    As forças armadas são os braços armados dos cidadãos na proteção dos valores civicos e morais,da soberania e segurança da Nação e contra negligencias quanto a sua unidade e no seu fortalecimento e contra abusos e afrontas de despostas.

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