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Terça-feira, 14 de Agosto de 2018 Fundado em 1891

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Cinco vereadores são presos em Teresópolis

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Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e da Polícia Civil prendeu, na manhã de ontem, quase a metade dos vereadores de Teresópolis. Eles são acusados de se juntar para exigir do ex-prefeito Mario de Oliveira Tricano a indicação de empresas a serem contratadas, sem licitação, para realizar serviços de iluminação pública, saneamento básico, estacionamento rotativo e até funerários. 

Os seis vereadores com mandados de prisão foram os seguintes: Claudia Lauand, a “Dra. Claudia” (Partido Progessista); Eudilbelto José Reis, o “Dedê da Barra” (PMDB); Leonardo Vasconcellos de Andrade (PMDB); Rocsilvan Rezende da Rocha, o “Rock” (PSDB); Ronny Santos Carreiro (PHS); e Luciano dos Santos Cândido, o “Pastor Luciano” (PRB). Destes, apenas o último não foi localizado e é considerado foragido.

Presa ontem, Claudia Lauand é acusada de nomear funcionários-fantasmas na Câmara do município, entre eles, o marido

Segundo a reportagem, os parlamentares impuseram ainda a nomeação de pessoas indicadas por eles para funções comissionadas na prefeitura do município, ameaçando o ex-prefeito de rompimento político e cassação do mandato, se não fossem atendidos.

O MPRJ acusou ainda o vereador “Pastor Luciano” de oferecer a um ex-secretário do município propina de R$ 300 mil mensais, em troca da indicação de uma empresa para prestação do serviço de recolhimento de lixo na cidade, e o denunciou também por corrupção ativa.

Os procuradores acusam também a vereadora Claudia Lauand de empregar em seu gabinete o marido, Gerson Ribeiro dos Santos Júnior, e Rosana Gomes da Costa Santos, que nunca deram expediente na Casa. No esquema, Rosana ficava com uma pequena parcela do salário de R$ 5,7 mil que recebia como chefe de gabinete e repassava o restante à vereadora. O MPRJ quer que ela retorne aos cofres públicos R$ 90 mil.

Batizada de Ananas (abacaxi, em francês), a operação contou com a participação do grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim) do MP e a Delegacia Fazendária da polícia, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ). 



Tags: esquema, nomeação, presos, rj, vereadores

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