Jornal do Brasil

Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

Rio

Rocinha tem noite de tiroteio e mortes após prisão de Rogério 157

Jornal do Brasil*

A Rocinha vive clima de tensão, tiroteio e mortes desde a noite desta quarta-feira (6), após a prisão do chefe do tráfico Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, durante ação policial no Parque Arará, na Zona Norte do Rio. A segurança foi reforçada. 

Dois traficantes morreram na noite desta quarta-feira, após troca de tiros entre policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque. De acordo com relatos, os policiais faziam uma operação na favela quando entraram em confronto na altura da Rua 2.

Os dois foram levados para o Hospital Miguel Couto, mas já chegaram mortos. Os nomes não foram divulgados pela polícia, que fez buscas na região e apreendeu duas pistolas, uma granada, farta munição e cerca de 35 quilos de maconha.

Forças Armadas voltam à Rocinha para auxiliar a polícia em buscas no entorno da comunidade
Forças Armadas voltam à Rocinha para auxiliar a polícia em buscas no entorno da comunidade

O policiamento continua reforçado nesta quinta-feira (7) na favela, uma das maiores da América Latina. Os confrontos voltaram a se intensificar e a polícia não descarta a possibilidade de uma retomada da disputa entre facções rivais pelo controle dos pontos de venda de entorpecentes.

O chefe do trafico na Favela da Rocinha, Rogério Avelino da Silva, está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste da cidade. A Secretaria de Segurança acredita que conseguirá autorização do Departamento Penitenciário (Depen), do Ministério da Justiça, para que o traficante seja transferido a um presídio federal fora do Rio. Ele foi levado para Gericinó nesta quarta, depois de prestar depoimento na Cidade da Polícia.

A Secretaria de Segurança deve encaminhar ofício ao Tribunal de Justiça do Rio solicitando a transferência de Rogério 157.

Da Agência Brasil

Tags: comunidade, drogas, favela, guerra, legislação, mortes, tráfico

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