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Após protestos, Picciani diz que Alerj irá rejeitar PL que aumentaria Previdência

Deputado também criticou invasão de manifestantes na últimaterça-feira

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Um dia após ter sido invadida por manifestantes contrários ao pacote de austeridade proposto pelo governo do estado do Rio de Janeiro, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, afirmou que a bancada do partido não irá aprovar o projeto de lei que visava aumentar a contribuição previdenciária, uma das medidas inclusas no pacote de medidas.

“Atendendo apelo dos parlamentares da casa e muito especialmente a minha bancada, nós estamos inclinados a rejeitar esse aumento na previdência”, comentou Picciani.

Em entrevista coletiva, Picciani expicou que a Alerj irá analisar todas as outras medidas previstas nesse pacote do governo, entre elas o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%, apenas a medida que propunha uma cota extra, de 16% aos servidores. Para o parlamentar, se somadas as cotas, teria servidor com abonos de até 30% em seus vencimentos, o que seria inaceitável.

"Já avisei o secretário de governo que não vamos discutir a cota extra. O governo é livre para mandar a proposta que quiser. Mas eu tenho sensibilidade para entender que não podemos comprometer a vida das pessoas. Vou devolver o projeto da cota extra. Entendemos que ele compromete em demasiado a renda dos servidores, que já ficarão sem reajustes. Esse será devolvido", comentou. 

Em nota, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse entender a posição da Alerj e pede para que os parlamentares proponham novas ideias para angariar verbas.

"Respeito a decisão do Parlamento e estou aberto a sugestões dos deputados para, juntos, buscarmos soluções para o enfrentamento da crise no estado. Como já venho fazendo, vou procurar o presidente Picciani e parlamentares para continuarmos discutindo as medidas" afirmou o governador.

O presidente da Alerj também criticou os servidores que invadiram a sede da Assembleia durante os protestos da última terça-feira (8). Para Picciani, a atitude dos manifestantes foi “incompatível com a democracia”.

“Jamais seremos vencidos pela força bruta. O Parlamento não se curva a isso. A invasão não é compatível com a democracia”, criticou.

Ao todo, serão 11 sessões para discutir o pacote de austeridade, que os servidores estão chamando de “pacote de maldade”, proposto pelo governo do estado para tentar combater a crise financeira pela qual o Rio de Janeiro está atravessando. Serão quatro sessões extraordinárias e outras sete ordinárias, programadas para acontecer entre os dias 16 e 30 de novembro.

Novos protestos

Assim como aconteceu na última terça-feira (8), os servidores de diferentes categorias também se reuniram em frente à Alerj nesta quarta-feira (9) para protestar contra o pacote de austeridade anunciado pelo governo. Entre as categorias envolvidas no ato desta quarta estavam servidores da Educação, Justiça, Saúde e Segurança Pública.

O protesto seguia pacífico até por volta das 16h10, quando os manifestantes receberam a informação de que o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), não iria receber o grupo. Após saberem que não seriam ouvidos, um grupo tentou invadir novamente a Casa, iniciando uma confusão. Os policiais usaram bombas de efeito moral e spray de pimenta para conter a movimentação.